Mercado reduz projeção para a queda do PIB brasileiro de 2020

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

O mercado financeiro reduziu novamente a sua projeção para a involução do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) de 2020. A perspectiva de uma variação negativa de 4,80% para 4,66%.

A melhora da economia brasileira observada nos últimos meses influenciou a nova projeção. O bom desempenho foi motivado pela flexibilização do isolamento social, fator que elevou a demanda por produtos e serviços.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) corrobora a retomada do crescimento – o indicador é considerado uma prévia do PIB oficial mensurado pelo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica).

O IBC-BR indicou que a economia brasileira obteve crescimento de 9,47% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre. O resultado remove o país da denominada “recessão técnica”, isto é, quando há dois trimestres consecutivos de involução da atividade econômica.

O Banco Central estima que o PIB do país irá obter uma redução de 5% em 2020. Já o governo federal acredita em um desempenho melhor, redução de 4%.

Inflação 2020

Para inflação medida por meio do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) a estimativa foi elevada de 3,20% para 3,25%. O aumento é justificado pelo crescimento da demanda doméstica e pela desvalorização cambial.

A nova alta projetada (3,25%) está aquém da meta inflacionária estruturada para 2020 – 4% com margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para mais ou para menos (2,5% e 5,5%).
Selic 2020

Para taxa Selic, a estimativa foi mantida em 2% ao ano. A imprevisibilidade da economia internacional e a aceleração da inflação são obstáculos para o Banco Central lançar mão de novos cortes.

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