Mineiros retomam o otimismo

Fonte: O Tempo

Os mineiros investiram mais na abertura de novos negócios em 2017. Segundo levantamento da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), no ano passado, o número de empreendimentos que abriram as portas no Estado cresceu 3% na comparação com 2016, e chegou a 41.043, enquanto que no ano anterior ele somou 39.987.

Na avaliação da diretora de registro empresarial da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), Lígia Xenes, o crescimento em Minas Gerais tem como pano de fundo o reaquecimento da economia. Ela acrescenta que as facilidades geradas, entre elas a simplificação no processo de abertura de empresas, também ajudam a explicar esse aumento.

Vinícius Soares Fonseca foi um dos empreendedores que ajudou a elevar o número de novas empresas no Estado em 2017. Em maio, ele iniciou as atividades do e-commerce Mitou Camisetas. É o segundo negócio de Fonseca que, em maio de 2015, começou a atuar no mercado de moda masculina com a loja virtual QQY?. “Naquele ano, a crise estava bem pior do que em 2017. Aliás, o planejamento começou em 2014. Ano em que todas as pessoas me falavam que não era a hora de abrir uma empresa”, diz ele.

Fonseca conta que suas experiências anteriores foram na área de comunicação e marketing digital. “Ser empresário não é fácil, você trabalha em período integral. Porém, cada conquista do empreendimento dá uma sensação de orgulho”, frisa.

Segundo Fonseca, as camisetas estão agradando, fazendo com que ele desenvolva um modelo de franquia com quiosques para os shoppings.

Foi também em 2017, só que em dezembro, que as médicas Lívia Rajão e Valeska Rios passaram a exercer mais uma atividade: a de empresária. Elas inauguraram a Clínica Donaire, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. “É um desafio para nós. A expectativa é que o retorno do investimento aconteça no prazo de um ano”, diz Valeska.

Fechamento. Apesar da crise econômica, Minas Gerais registrou queda de 21% nas extinções no ano passado, com 28.910 empreendimentos fechando as portas, contra 36.365 em 2016. Lígia explica que o recuo, além do aspecto econômico, é fruto da simplificação adotada para esse procedimento que, desde agosto de 2014, conta com a isenção de certidões negativas. “As extinções se avolumaram durante os últimos anos porque a legislação permitiu a conclusão do processo de encerramento sem certidão negativa. Empresas que já tinham fechado as portas, mas não tinham legalizado a baixa, correram para concluir o processo, o que explica melhor essa realidade”, analisa da diretora de registro empresarial da Jucemg.

Enquanto que no Estado foi verificada alta no número de novos empreendimentos, em Belo Horizonte, a situação é diferente, com retração de 3% na mesma base de comparação. Em 2017, 9.055 negócios foram registrados, pouco a menos do que os 9.304 de 2016.

Assim como aconteceu no Estado, o número de empreendimentos fechados também teve queda na capital. O recuo foi de 15%, com 6.248 extinções, o que representa 1.118 empresas a mais em funcionamento do que as 7.366 empresas fechadas em 2016.

Confeitaria

Destaque. No segmento de indústria, o de produção de produtos de padaria e confeitaria foi o que teve mais estabelecimentos abertos no ano passado em Minas Gerais, 227.

Microempreendedor Individual também é uma boa alternativa

Além da opção de abrir uma empresa tradicional, é possível optar pela modalidade de Microempreendedor Individual (MEI), que é o empresário individual e, logo, sem sócios, com receita bruta anual de até R$ 81 mil e um funcionário. Foi o que decidiu fazer, em outubro, Carolina Barra Palmieri. Ela tem uma agência de viagens home office, a Rota Violeta Viagens e Experiências.

Ela conta que aproveitou a experiência de mais de dez anos em operadoras de turismo e procurou informações no Sebrae. “Para começar, eu acho que o MEI é uma boa opção, pois é simples, fácil de se enquadrar”, diz. Carolina afirma que a formalização a torna mais competitiva, já que passa mais credibilidade.

Como tem pouco tempo no mercado como microempreendedora, Carolina adianta que, neste ano, pretende fortalecer sua marca e se consolidar no mercado. E, dessa forma, crescer mais em 2019. “Trabalho também com terapias integrativas. Assim, pretendo desenvolver neste ano um projeto de viagens com autoconhecimento, que será um dos meus diferenciais”, frisa.

Em quatro anos, o número de MEI subiu 69% no Estado. Até o fim de 2017, já eram mais de 852 mil formalizados, 349 mil a mais do que no mesmo período de 2014. De acordo com um levantamento feito pelo Sebrae Minas, o Estado representa 10,8% dos mais de 4,6 milhões de MEIs existentes em todo o país.

Eirelis registram expansão

A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) obteve 8.032 formalizações em 2017, bem acima dos 6.866 de 2016.

A Eireli é uma categoria empresarial que permite a constituição de uma empresa com apenas um sócio.

Para essa modalidade é exigido capital mínimo, diferentemente do Microempreendedor Individual (MEI).

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