Na contramão do país, cidades mineradoras de MG vivem boom de empregos e recorde de arrecadação

*Por Thais Pimentel

Extração de minério na Mina da Conceição, em Itabira — Foto: Thais Pimentel/G1

“Nós abrimos quatro mil vagas no ano passado”, disse o prefeito de Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, Orlando Caldeira (Cidadania). A cidade – que tem pouco mais de 52 mil pessoas, segundo estimativa do IBGE – teve uma variação de empregos oito vezes maior que a do Brasil nos últimos 12 meses.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), enquanto o país teve variação positiva na criação de empregos de 2,18% no período, Itabirito apresentou índice de 16,70%.

Assim como Itabirito, outras cidades mineradoras mineiras também têm colhido os frutos do aumento no preço do minério de ferro e da alta do dólar (veja no gráfico abaixo).

A cidade, que vive da mineração e também do turismo, tem cerca de 17 mil pessoas. A variação de empregos foi de 13,74% nos últimos 12 meses.

Vista aérea de Itabira na década de 1930, detalhe para o Pico do Cauê ao fundo que desapareceu com a mineração — Foto: Fundo Correio da Manhã/Arquivo Nacional

 

A dependência das cidades mineradoras em relação ao Cfem é alta. Muitas não têm atividades que possam competir com a mineração em relação ao retorno financeiro. Mesmo sendo um recurso finito, poucos municípios têm se preparado para isso.

Itabira, primeira cidade explorada pela Vale (maior produtora de minério de ferro do mundo), criada em 1942, já vive contagem regressiva para o fim da exploração. A expectativa é que a exaustão mineral aconteça em 2031.

“Nossa expectativa é usar o recurso do Cfem para nos prepararmos. A ideia é investir em outros setores, capazes de sustentam a cidade, vista a dependência que Itabira tem do minério de ferro”, disse o prefeito Marco Antônio Lage (PSB).

Leia mais: G1|Economia| 10/05/2021

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