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Desembolsos do Banco do Nordeste recuam em Minas

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Fonte: Diário do Comércio

Os desembolsos do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para o Norte de Minas e vales do Jequitinhonha e Mucuri, área de atuação da instituição no Estado, caíram praticamente 17% em 2017 contra 2016. Apesar da queda, puxada pela agricultura da região, que recuou na busca de financiamentos para investimentos em função da estiagem nos últimos anos, os empréstimos do banco para o setor de comércio e serviços regional cresceram 57,9% e evitaram uma redução ainda maior.

"Uma parte expressiva dos valores de empréstimos do banco, de 60% a 70%, é destinada para operações no setor rural, que experimentou sucessivas secas nos últimos cinco anos. Isso inibiu o produtor em buscar novos financiamentos para investimentos", explicou o gerente-executivo de Negócios da Superintendência Estadual de Minas Gerais e do Espírito Santo do BNB, Demétrius Monteiro.

As liberações do banco para a agricultura do Norte de Minas e Vales do Jequitinhonha e Mucuri somaram R$ 117,9 milhões em 2017, com queda de 65,5% em relação aos R$ 341,6 milhões de 2016. Por outro lado, os desembolsos para a pecuária da região somaram R$ 302,5 milhões contra R$ 292,9 milhões, alta de 3,2%, no mesmo confronto.

"A pecuária da região é um segmento mais bem preparado para estiagens prolongadas, com meios de reserva de alimentação e rebanho de qualidade. Os pecuaristas convivem melhor com a seca e não desaceleram investimentos, pelo contrário, até demandaram mais, mesmo diante da Operação Carne Fraca (deflagrada pela Polícia Federal no ano passado)", justificou Monteiro.

O setor de comércio e serviços foi quem evitou uma queda ainda maior nos desembolsos globais do BNB em sua área de atuação em Minas. Os financiamentos da instituição para o segmento somaram R$ 187,7 milhões em 2017 contra R$ 118,8 milhões em 2016, crescimento de praticamente 58%.

"A partir do segundo trimestre do ano passado a economia nacional começou a reagir e o setor de comércio e serviços é mais ágil em perceber isso. As empresas começaram a demandar financiamentos para renovar estoques, melhorar a aparência das lojas, por exemplo. É um segmento urbano e, portanto, muito próximo das informações", afirmou o gerente do BNB.

Outro setor que também recebeu mais financiamentos do banco em 2017 foi a indústria, apesar de a região estar longe de ser um polo industrial. O parque regional do Norte de Minas e vales do Jequitinhonha e Mucuri recebeu R$ 14,6 milhões em 2017, com alta de 36,4% em relação a 2016 (R$ 10,7 milhões).

Projeção - Apesar de a indústria não ter grande representatividade nas operações de crédito do BNB em Minas, é justamente o setor produtivo que traz boas perspectivas para 2018. O orçamento do banco para desembolsos no Estado para este ano é de R$ 800 milhões, valor que, se for confirmado, representará um acréscimo de 25% sobre as liberações de 2017.

Energia fotovoltaica - Porém, neste orçamento de R$ 800 milhões não estão incluídos financiamentos para a infraestrutura da região. "O Norte de Minas e vales do Jequitinhonha e Mucuri têm um potencial enorme para energia fotovoltaica e vários projetos podem se materializar neste ano. Só para este ano, para a área de energia renováveis, teremos mais R$ 1 bilhão disponíveis", revelou o gerente.

Tamanho o potencial de Minas para esse tipo de energia, que o Estado poderá somar aportes da ordem de R$ 8 bilhões no segmento até 2021, segundo estimativas já divulgadas pela antiga Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), hoje Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes).


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