Nunca os empresários foram tão expostos e colocados à prova

 

Crédito: MARCELO CAMARGOS – AGÊNCIA BRASIL

São vários e grandes os desafios que nos levam a reconhecer o momento de transformação da humanidade. No universo corporativo o cenário não é diferente. As empresas estão e precisam buscar seus próprios futuros. Podemos afirmar que houve uma aceleração em várias mudanças que já vinham acontecendo de forma homeopática até então. Vivemos um cenário de incertezas. É inegável e necessária a busca por entender tudo o que estamos vivenciando. “A pandemia é o sinal de uma crise civilizatória.” “A pandemia é o sinal de uma crise civilizatória.” (Maffesoli,2020) , afirma o sociólogo francês Michael Maffesoli.

Essa crise sanitária escancarou o tamanho da desigualdade social.
Resta a nós empresários responder à crise agindo não só para garantir a competitividade e a sobrevivência de nossas empresas, mas também preservar nossa imagem e de nossos negócios. Não somos geradores de vidas, mas somos geradores de empregos. Nosso papel na sociedade é primordial.

Já está mais do que provado que é possível suspender, desacelerar ou redirecionar o modo como vivemos. Temos escolhas e precisamos tomar para nós o sentido da construção de um mundo melhor. Esse é o nosso principal papel como líderes diante de suas empresas mesmo que seja você a sua empresa.

A transformação do comportamento empresarial bem como do atendimento ao cliente está sofrendo essa transformação na mesma proporção, agravada pela situação avassaladora da economia. É importante desenvolver a habilidade de ganhar respeito e confiança diante de nossos clientes. Estarmos cada vez mais alerta à importância das “pequenas coisas”. Hoje precisamos ser muito mais que vendedores. O cliente não busca somente um vendedor e sim um conselheiro. Conselheiros são particularmente efetivos em resolver problemas de outras pessoas, são acolhedores e compreensivos. Lidam com empatia.

É necessária a construção de relações em longo prazo, sermos bons ouvintes, oferecermos sugestões gentilmente, evitando impor ideias.

O cliente precisa sentir o quanto é importante. Transparência, coerência e verdade na hora da venda reduzem drasticamente a busca de outro fornecedor pelo cliente. Esse é um momento para reavaliarmos a postura de nossas empresas: Pergunte a você mesmo: O que é mais importante agora? Estamos sendo autênticos e transparentes com nossos clientes? Que aprendizados podemos tirar com essa crise? O que preciso fazer para minha empresa sair dessa crise viva e sadia?

Os negócios hoje precisam ser tocados com o coração e com emoção, é entendermos que, juntos, podemos cuidar melhor de nós mesmos, dos nossos clientes e dos nossos negócios.

Empresas que têm adotado padrões de qualidade entre funcionários e clientes vêm conseguindo ganhos em atratividade e desempenho. Traga para seu cliente um ambiente de hospitalidade e acolhimento.

Nós, empresários, líderes de vários e de nós mesmos, devemos ser modelos e inspirar.
Hoje, muito além de o simples comprar e vender, é vital que a nossas empresas tenham em sua cultura o fortalecimento de atitudes diárias de empatia, criatividade, flexibilidade e acima de tudo trabalho em equipe.

Estamos imersos num cenário onde nossas emoções estão sendo testadas exaustivamente. É necessário aliviar tantas situações de alto estresse, ampliar uma cultura “do servir”.

Atendimento personalizado é a chave que precisa ser usada para abrir essa nova porta e desviar das armadilhas que esse momento vem criando.

Não é pouco a se fazer, não é fácil…. a cada minuto somos colocados à prova.

*Membro do Conselho Empresarial de Micro e Pequenas Empresas da ACMinas (izabel@belpa.com.br)

Por Izabel Mendes*(Diário do Comércio)
Em 25 de março de 2021 às 00:10

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