Onda roxa em todo o Estado vai impactar atividades econômicas

A onda roxa intensificará as restrições em todos os municípios mineiros, com a abertura apenas de serviços essenciais e o toque de recolher | Crédito: Luciana Montes

Prejuízos devem disparar

Com o agravamento da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais, a implantação da Onda Roxa em todo o Estado foi aprovada por representantes dos setores econômicos.

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), José de Anchieta, a pandemia de Covid-19 se agravou e são necessárias medidas rigorosas para conter o avanço, como as impostas pelo governo de Minas.

Nós, evidentemente, não estamos aplaudindo o fechamento das atividades produtivas. Mas chegamos a um ponto de descontrole da pandemia em que todos vamos pagar o preço. No momento atual, houve a castração da sociedade no direito mais relevante que é a liberdade. O governador, Romeu Zema, que é muito bem intencionado, adotou a onda roxa por necessidade e, essa decisão, legitima as ações adotadas pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil”.

Em relação aos impactos, os prejuízos do setor produtivo devem disparar. Anchieta ressalta que o fechamento das atividades produtivas atinge diversas cadeias e setores.

“As empresas estão castigadas. Nós temos que entender que há uma escalada de pessoas prejudicadas. Os empresários estão descapitalizados, endividados e a um passo da falência. Os empregados estão sem condições de prestar os serviços e precisam dos salários. Os fornecedores estão impedidos de atender. Na ponta, a indústria ficará sem produzir porque não terá para quem fornecer. Na ponta mais primária, a dona matéria-prima não terá demanda com o comércio fechado. É uma cascata de prejuízos”.

Para o representante da ACMinas, o governo federal tem obrigação de interromper qualquer outro projeto e outras ações que não priorizem o controle da pandemia e o socorro aos atingidos pela crise.

“É obrigação do Estado zelar pela sociedade, fazer tudo que for necessário para o empresário permanecer vivo, salvar o emprego, salvar a indústria, os fornecedores, a indústria de base e a sociedade . O corpo precisa ter a cabeça para o conduzir e, hoje, chegamos a esse ponto porque o Brasil é um corpo sem cabeça”, disse.

Por Michelle Valverde(Dário do Comércio)
Em 17 de março de 2021 às 00:30

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