Pagamento de auxílio em MG vai favorecer a economia

*Por Michelle Valverde

Os consumidores, além de gerarem movimentação e demanda no comércio e serviços, ao quitarem dívidas, conseguem recuperar o crédito | Foto: Adão de Souza-PBH

O pagamento do auxílio emergencial para famílias que perderam as fontes de renda também está sendo benéfico para os setores de comércio e serviços de Minas Gerais.

De acordo com a pesquisa feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), em 2021, mesmo com o valor previsto menor que o pago em 2020, os recursos serão utilizados tanto para o consumo como para a regularização financeira, o que movimenta a economia e favorece as atividades.

Em Minas Gerais, além do pagamento do auxílio por parte do governo federal, o governador Romeu Zema sancionou, na última sexta-feira (21), o projeto de lei que institui o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 por família aos cidadãos mineiros em situação de extrema pobreza.

A previsão é de que o auxílio estadual seja quitado em parcela única em agosto deste ano, após o pagamento da última parcela do auxílio emergencial do governo federal. Cerca de 1,080 milhão de famílias devem receber o valor. O recurso que será utilizado pelas famílias nos comércios e serviços também é avaliado como importante para a movimentação da economia.

O levantamento da Fecomércio mostrou que, em abril, em todo o País, 39,1 milhões de famílias foram favorecidas com o retorno do benefício. Ao todo, foram repassados R$ 8,9 bilhões, segundo o Ministério da Cidadania. A estimativa é de que o montante se repita em maio. Deve ocorrer uma injeção de R$ 44 bilhões na economia nacional com a nova etapa do programa.

O economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, explica que o pagamento do auxílio emergencial em 2020 foi muito importante para movimentar a economia e, mesmo que em menor valor, também será fundamental em 2021.

Segundo ele, muitas famílias que perderam a fonte de renda devido ao desemprego ou comprometimento das atividades em função da pandemia de Covid-19 tiveram o benefício como fonte de renda para sobreviver, consumir e pagar pendências financeiras.

Pesquisa

Os empresários dos setores de comércio e serviço também avaliaram o pagamento como importante. A pesquisa da Fecomércio-MG mostrou que, para 92,1% dos entrevistados, o benefício foi importante para movimentar a economia em 2020, enquanto 86,4% creem que essa medida contribuiu para as vendas do comércio.

A análise também apontou que 82,6% dos empresários consideram que o fim do auxílio emergencial foi prejudicial à economia mineira. No que se refere à relevância do benefício, 86,4% defendem que o retorno dessa medida é importante para a retomada da atividade econômica.

“De fato, quando se tem a injeção de renda para as famílias isso movimenta o mercado e beneficia os setores. Com o pagamento do auxílio, as famílias destinam os recursos para o consumo de bens de primeira necessidade, outros produtos, serviços e até mesmo para a regularização financeira, com a quitação de boletos, cartões e dívidas pendentes”, disse Almeida.

Ainda segundo Almeida, além de gerar movimentação e demanda no comércio e serviços, ao quitarem dívidas, os consumidores conseguem recuperar o crédito e podem voltar a consumir.

“O auxílio gera impacto na economia, seja para consumo ou pela volta ao mercado do crédito, já que ele pode voltar a fazer compras a prazo”.

Para 2021, apesar da redução dos valores no auxílio do governo federal, que serão de R$ 150 a R$ 375, a expectativa também é positiva.

Leia mais: Diário do Comércio|Economia| 25/05/2021

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