Pela primeira vez no ano, mercado reduz a previsão para o PIB de 2019 aquém de 1%

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

 

O mercado financeiro reduziu pela 16ª semana consecutiva a prévia para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2019. O indicador passou de 1,00% para 0,93%.

O recuo da projeção foi impulsionado pela divulgação do IBC-br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que obteve recuo de 0,47% em abril perante março. Este resultado ratifica a continuidade da desaceleração da atividade econômica do país.

No atual contexto, o desenvolvimento da economia brasileira está sendo arrefecido pelas incertezas, que reduzem os investimentos e a geração de emprego. O ponto de inflexão deste cenário depende no curto prazo, principalmente, da aprovação da reforma da previdência – medida essencial para o reequilíbrio das contas públicas.

Taxa Selic

Perante a morosa recuperação da economia brasileira, o mercado financeiro também diminuiu a previsão para a Taxa Selic, corte de 0,75 ponto percentual, de 6,5% (atual patamar) para 5,75% ao ano. A eventual execução de uma política monetária expansionista pelo Banco Central deterá o intuito de reavivar economia por meio da ampliação do mercado de crédito.  

                                             


O que é o IBC-br?

 

O IBC-br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central (BACEN), possui o  objetivo de quantificar a evolução da atividade econômica doméstica ao longo dos meses, assim contribuindo para o direcionamento da política monetária a ser executada pelo próprio BACEN.

O indicador é mensurado desde março de 2010 e é considerado pelo mercado como uma “prévia do PIB”.

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