Perante a alta da inflação, Copom decide manter a Selic em 2% ao ano

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 2% ao ano – recorde da série histórica. A decisão foi unânime e esta é a terceira manutenção consecutiva do atual patamar.

A decisão é justificada pela desvalorização cambial e pela aceleração da inflação. O processo inflacionário do país está sendo muito pressionado em decorrência do aumento dos preços dos alimentos. Em novembro, os preços do referido grupo de produtos obtiveram alta de 2,54%, e nos últimos 12 meses de 15,95%.

A elevação dos preços dos alimentos procede da desvalorização cambial, contexto que impulsiona as exportações do setor, assim, gerando o desabastecimento do mercado interno.

O Copom também visa manter os estímulos monetários já concedidos (ampliação do mercado creditício com juros reduzidos). A maior oferta de recursos financeiros será relevante para alavancar o crescimento econômico de 2021.


O que é a taxa Selic?

A taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic, é um índice que orienta o comportamento das demais taxas de juros do mercado. Ela é o principal instrumento de política monetária e econômica do país, sendo mensurada perante o cálculo da taxa média ponderada dos juros praticados pelas instituições financeiras.

A Selic incide sobre títulos públicos federais, se estiver em um patamar mais elevado, os bancos comerciais irão preferir comprar mais títulos, ao invés de expandir a atividade creditícia.

Por meio da Selic, o governo é capaz de controlar a liquidez da economia, expandindo ou contraindo os meios de pagamentos. Para conter um aumento sistemático do nível de preços (inflação) o governo federal pode lançar mão da elevação da taxa, arrefecendo assim o mercado de crédito e, consequentemente, o consumo.

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