PIB cresce 0,4% no segundo trimestre e Brasil não entra em recessão

Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas 

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil obteve expansão de 0,4% no segundo semestre deste ano sobre os primeiros três meses. Com o resultado apresentado, o país evitou o crescimento econômico negativo por dois trimestres consecutivos, isto é, a denominada recessão técnica. No primeiro trimestre do ano o PIB arrefeceu 0,1%.

No âmbito da comparação anual, o PIB cresceu 1% sobre o mesmo período de 2018 – décimo resultado positivo consecutivo. Já o PIB Nominal, em valores correntes, foi quantificado do em R$ 1,78 trilhão. 

                                                    
                                              

Resultado por setores

No segundo trimestre o desempenho da atividade brasileira foi impulsionado pela alta da indústria (0,7%) e serviços (0,3%). A agropecuária obteve variação negativa de 0,4%.

Na indústria o destaque ficou com as Indústrias de Transformação – alta de 2,0%. Nos serviços, as Atividades imobiliárias (0,7%) e Comércio (0,7%) aprestaram as maiores evoluções.

 

Taxa de Investimento (FBCF)

A taxa de investimento ou a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 3,2% perante o trimestre imediatamente anterior, sendo mensurada em 15,9% do PIB.

 

Previsão 2019

O mercado financeiro crê que o PIB irá obter uma expansão de 0,80% em 2019. A concretização do resultado previsto ratificará a continuidade do atual estágio de estagnação da economia brasileira.

O governo federal está instrumentalizando medidas para alterar o mencionado cenário, como a redução da taxa básica de juros (Selic) para 6% ano, liberação de saques do FGTS e do fundo PIS/Pasep.

Estas ações visam elevar o grau de liquidez da economia (os meios de pagamento), com o intuito de alavancar o consumo e o investimento. E por meio do estímulo aos investimentos é espero que haja uma redução da taxa de desemprego, atualmente quantificada em 12,3%.

Contudo, o verdadeiro ponto de inflexão da atividade econômica está concentrado nas reformas estruturantes, em especial, na aprovação da reforma da previdência. As reformas são de extrema importância para reajustar ou reequilibrar as contas públicas.

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