PIB do Brasil obteve crescimento de 7,7% no terceiro trimestre

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro obteve alta de 7,7% no terceiro trimestre de 2020 ante o trimestre imediatamente anterior – maior variação registrada desde 1996 (período em que o IBGE iniciou a mensuração do PIB trimestral). Em valores correntes, o PIB somou R$ 1,891 trilhão.

A vigorosa reação da atividade econômica no 3º trimestre foi ocasionada pelos programas governamentais de recomposição da renda e de manutenção dos empregos.

O resultado retirou o país da denominada recessão técnica, isto é, quando o PIB sofre involução por dois trimestres consecutivos. Entretanto, o desempenho foi insuficiente para repor as perdas provocadas pela pandemia do coronavírus.

Em relação ao terceiro trimestre de 2019, o PIB sofreu um recuou de 3,9%.

Componentes dos PIB

>Ótica da Oferta
(trimestre / trimestre imediatamente anterior)

No terceiro trimestre de 2020, a Agropecuária recuou 0,5%, enquanto a indústria (14,8%) e Serviços (6,3%) apresentaram alta em relação ao trimestre imediatemtne anterior.

No setor industrial, o destaque ficou com o avanço das Indústrias de transformação (23,7%), da Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (8,5%), e da Construção Civil (5,6%).

Nos Serviços, todas as atividades aprestaram evolução: Comércio (15,9%), Transporte, armazenagem e correio (12,5%), Outras atividades de serviços (7,8%), Informação e comunicação (3,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e Atividades imobiliárias (1,1%).

Na agropecuária, a queda (-0,5%) é justificada por um ajuste da safra, entretanto, no acumulado anual o setor registra crescimento.

>Ótica da Demanda
(trimestre / trimestre imediatamente anterior)

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) ou a taxa de investimento cresceu 11,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No segundo trimestre o indicador sofreu uma forte involução de 16,5%.

A Despesa de Consumo das Famílias apresentou expansão de 7,6%. O desempenho obtido não foi capaz de recuperar a perda observada no segundo trimestre (-11,3%), isto é, as famílias brasileiras não voltaram ao nível de consumo anterior à pandemia.

O crescimento do Consumo das Famílias é explicado pelo auxílio emergencial concedido pelo governo federal. Esta ajuda foi importante para compensar a queda da renda motivada, principalmente, pela elevação do desemprego.

A Despesa de Consumo do Governo avançou 3,5%. Já as Exportações de Bens e Serviços obtiveram recuo de 2,1%, enquanto as Importações de Bens e Serviços caíram 9,6%.

PIB Anual

No acumulado de 2020 (janeiro a setembro), o desempenho da atividade econômica caiu 5,0% perante igual período de 2019. No âmbito desta análise, a Agropecuária apresentou crescimento de 2,4%, já a Indústria (-5,1%) e os Serviços (-5,3%) detiveram queda.

Projeções 2020

Segundo o Relatório Focus do Banco Central (BC), o mercado financeiro do país acredita que o PIB irá apresentar um recuo de 4,41% em 2020. O BC prevê uma queda de 4,4% e governo federal de 4,5%.

Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial estimam involução de 5,4% e 5,8% respectivamente.

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