Planeta Terra clama por atitudes mais sustentáveis

*Por Daniela Maciel

O Planeta Terra tem aproximadamente 5 bilhões de anos e mais de 7 bilhões de habitantes | Crédito: Pexels

Criar senso de urgência é o primeiro passo

Para alcançar os ambiciosos objetivos, o Movimento Minas 2032 (MM2032) se estruturou de maneira prática, com o Conselho Diretor, formado por presidentes e CEOs das empresas e entidades participantes; o Comitê Organizador, formado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO e Instituto Orior; e Comitê Executivo, com representantes de todos os participantes: governo, academia, empresas e entidades. A macro orientação é a adequação dos ODS em Minas, articulando iniciativas afins com o Brasil e o mundo.

Assim, o Comitê Executivo se dividiu em grupos de trabalho (GTs) para:

1.Promover a interiorização dos ODS;
2.Internalizar os ODS na iniciativa privada;
3.Internalizar os ODS na iniciativa pública;
4.Internalizar os ODS no terceiro setor;
5.Promover os ODS na educação;
6.Promover os ODS na mídia.

“Os grupos foram organizados para acompanhar e ajudar a  desenvolver cada tema no Estado. Estamos na fase de planejamento e eles conversam entre si todo o tempo. Temos entidades que são mais afinadas com cada um desses grupos”, explica o diretor do Instituto Orior e cofundador do MM2032, Raimundo Soares.

Para a gerente de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Luciene Araújo, estar no GT “Internalização dos ODS na iniciativa privada”, permite que a Fiemg compartilhe e amplie práticas que já consolidou no dia a dia. O GT está referenciado no ODS 9: “Indústria, inovação e infraestrutura”.

“Estamos nos colocando mais disponíveis. É uma troca muito rica porque cada instituição tem um foco. O nosso aprendizado é rede e isso acelera o processo. Estamos, por exemplo, elaborando um guia especialmente para as pequenas e médias empresas. O objetivo é que elas possam trabalhar de forma integrada com a cadeia produtiva. A partir dessa publicação queremos fazer um fórum on-line, trabalhar com vários conteúdos digitais para ajudar as empresas a avançarem com essa construção. Os ODS trazem várias oportunidades, inclusive de negócios. É possível que as empresas consigam melhorar o próprio negócio racionalizando o consumo e melhorando a produtividade, aplicando o ODS 7 (Energia acessível e limpa), por exemplo, cuidando do consumo de energia”, afirma Luciene Araújo.

Ao mesmo tempo, a superintendente-executiva da Federação Mineira de Fundações e Associações de Direito Privado (Fundamig), Júlia Caldas, integrante do GT “Internalização dos ODS no terceiro setor”, acredita que o grande ganho do Movimento Minas 2032 é a articulação.

“Essa é a bandeira da Fundamig. Levamos as nossas ações, junto com as demais instituições, para o GT. Como órgão representativo, não paramos durante a pandemia. Ao contrário, tivemos aumento do volume de trabalho, muito em relação à legislação trabalhista. E também na parte de comunicar o trabalho dos associados. No modelo on-line conseguimos efetivar a participação das filiadas no interior. Todo esse trabalho tem muita relação com os ODS no terceiro setor. Ao mesmo tempo que a carência aumenta, temos que aumentar a potência das organizações. Ninguém precisa inventar a roda. Precisamos potencializar o que já existe. O ganho do Movimento é articulação”, pontua Júlia Caldas.

Troca é muito rica, diz Júlia Caldas | Crédito: Divulgação

Já fazem parte do MM2032: Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Instituto Aquila, ArcelorMittal, Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau (BHC&VB), Instituto Capitalismo Consciente, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL Minas Gerais), Fundação Dom Cabral (FDC), CeMais, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Federação das Associações Comerciais de Minas Gerais (Federaminas), Fiemg, Fundamig, Instituto Movimento pela Felicidade, Governo de Minas Gerais, Sistema Ocemg, Instituto Orior, Save Cerrado, Sesc, Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Entramos na década final. O senso de urgência deve permear todos os envolvidos. A forma como a gente convive, como produzimos agora, diz como será 2030. Se queremos algo mais adequado, temos que orientar a nossa forma de ver, viver e produzir. O primeiro impacto pretendido é o senso de urgência, nossa contribuição em termos de promover melhor desempenho nos indicadores que aferem a qualidade de vida em Minas, alinhados com Brasil e mundo. A meta é, até março de 2022, ter esse plano detalhado, com ações visando 2030”, completa o diretor do Instituto Orior. (DM)

Leia mais: Diário do Comércio|Dia Mundial do Planeta Terra Espacial| 23/04/2021

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