Presidente da ACMinas prevê impacto violento na economia estadual

Por: LÉO SIMONINI

Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas) se mostrou pouco otimista quanto ao tamanho do impacto da pandemia de coronavírus (Covid-19) na economia mundial, sobretudo quando perguntado sobre Minas Gerais. Na Live do Tempo realizada nesta quarta-feira (3), ele afirmou que a insegurança, aliada ao tipo de serviço prestado em Belo Horizonte, não ajudam neste período.

“Cerca de 70% da economia da capital é de comércio e serviço. E estamos com 70 dias de comércio fechado, parado, funcionado de forma pequena. O impacto vai ser grande e está sendo porque não tem gente na rua, todo mundo com dificuldade. O empregado com medo de perder o emprego, o que tem renda e perdeu o emprego guarda dinheiro por causa da incerteza. Estamos vivendo numa incerteza nunca vista nesse país em um século”, frisou.

Diniz Filho citou as previsões pessimistas para o Produto Interno Bruto (PIB) e o que essa paralisação já causou em alguns setores.

“As ditas grandes empresas estão trabalhando com até 60% de ociosidade, a indústria automobilística produziu 95% menos do que produz, não tem demanda. Estamos pensando duas vezes na hora de comprar alguma coisa, fruto da insegurança. Economistas falam que a queda do PIB pode ser de 10% em 2020, nunca se viu isso em termos de Brasil. Em Minas Gerais pode ficar entre 6% e 8%, o dinheiro não está circulando porque não está sendo gerado. Não posso falar em quantidade de prejuízo, em bilhões, mas será pesado”, completou.

Jornal O Tempo | 03 de junho de 2020

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