Produção do setor industrial recua 0,5% em MG em janeiro

Em janeiro, a fabricação de produtos têxteis registrou aumento de 18,4% em Minas Gerais | Crédito: Divulgação

A intensificação da pandemia da Covid-19 refletiu negativamente na indústria mineira, puxando os números do setor para baixo. Com isso, em janeiro, a produção industrial no Estado apresentou queda de 0,5% na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A supervisora de pesquisa econômica da entidade, Claudia Pinelli, destaca que a chamada segunda onda da pandemia fez com que muitos negócios novamente tivessem de fechar as portas por conta das medidas de distanciamento social, o que repercutiu na economia.

Além disso, Claudia Pinelli lembra ainda que o fim do auxílio emergencial, medida do governo federal destinada às pessoas de baixa ou nenhuma renda, também contribuiu para que os números da indústria se retraíssem. “Já tivemos municípios com fechamentos. Além disso, o fim do auxílio emergencial limitou o consumo das famílias”, afirma ela.

No acumulado dos últimos 12 meses, a queda da produção industrial de Minas Gerais chegou a 1,3%. Apesar de o número ainda ser negativo, o recuo foi menos acentuado do que o verificado em dezembro (-3,2%).

Já quando a comparação é feita entre janeiro deste ano com igual período de 2020, o segmento apresentou um crescimento de 9,8% no Estado.

Segundo Claudia Pinelli, a alta verificada nessa base de comparação está relacionada a uma base mais fraca registrada em igual período do ano passado. “No fim de 2019, mesmo antes da pandemia, já havia alguns indicadores negativos”, destaca ela.

Os dados do IBGE também mostram que no primeiro mês deste ano, em comparação a igual período de 2020, dez das 12 atividades divulgadas registraram incremento.

Dessa forma, os segmentos que apresentaram maior crescimento nessa base de comparação foram fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (35,3%), fabricação de máquinas e equipamentos (32,5%), fabricação de produtos de minerais não metálicas (19,6%) e fabricação de produtos têxteis (18,4%).

Já a queda mais intensa foi registrada em atividades de fabricação de outros produtos químicos (-5,8%). Posteriormente, vêm fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (-1,3%) e fabricação de celulose, papel e outros produtos de papel (-0,3%).

Perspectivas
Diante de todo o quadro atual, Claudia Pinelli salienta que os próximos meses dependerão de como comportará a pandemia da Covid-19 e o que será feito em relação à propagação da doença. “O ambiente ainda é muito incerto”, alerta a supervisora do IBGE.

Em meio a essa segunda onda, pondera ela, o cenário vai depender muito das medidas sanitárias adotadas. Além disso, ressalta a supervisora, tem de se esperar para ver quando começará a liberação do auxílio emergencial.

Sete estados apresentam crescimento
Rio de Janeiro – A produção industrial cresceu em sete dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem de dezembro para janeiro. A alta nesses estados sustentou o crescimento de 0,4% da indústria nacional no período.

A maior alta foi observada no Pará (4,4%). Outros estados que tiveram desempenho positivo da indústria no mês foram Pernambuco (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%), Rio de Grande do Sul (1,9%), Paraná (1,5%), São Paulo (1,1%) e Santa Catarina (1%).

Por outro lado, oito locais apresentaram queda na passagem de dezembro para janeiro: Espírito Santo (-13,4%), Amazonas (-11,8%), Bahia (-3,2%), Mato Grosso (-3,2%), região Nordeste (-2,1%), Ceará (-1,1%), Minas Gerais (-0,5%) e Goiás (-0,5%).

Além de divulgar separadamente os resultados de Pernambuco, Bahia e Ceará, o IBGE também calcula a produção industrial consolidada dos nove estados da região Nordeste. É a única região que tem seu desempenho avaliado pelo instituto.

Na comparação com janeiro de 2020, oito dos 15 locais pesquisados tiveram resultados positivos, com destaque para os estados do Pará (13,3%), Paraná (11,5%) e Santa Catarina (10,1%). Sete locais tiveram queda, sendo as maiores delas na Bahia e no Mato Grosso (ambos com recuo de 13,9%).

No acumulado de 12 meses, 13 locais tiveram quedas, com destaque para Espírito Santo (-13,2%). Dois estados tiveram alta: Pernambuco (3,9%) e Pará (1,5%). (ABr)

Por Juliana Siqueira(Diário do Comércio)
Em 11 de março de 2021 às 00:27

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Posts recentes

Siga a ACMinas

Assine nossa Newsletter

Receba nossa novidades em primeira mão por email.