Receita de exportação do agronegócio de MG avança

*Por Michelle Valverde

O café respondeu pela maior parte dos embarques do Agro estadual, com alta de 22,4% na receita, que foi de US$ 1,46 bilhão | Foto: José Gomercindo / AENotícias

A demanda mundial aquecida e o dólar valorizado têm contribuído para o aumento das exportações do agronegócio de Minas Gerais. Ao longo do primeiro quadrimestre, a receita gerada com os embarques cresceu 19,4%, chegando a um montante de US$ 3 bilhões. Em relação ao volume exportado, a alta foi de 2,2%, somando 3,45 milhões de toneladas. Entre os principais destaques do período estão produtos como o café, a soja e o grupo das carnes.

De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), nos primeiros quatro meses de 2021, as exportações do agronegócio representaram 28% da receita total dos embarques feitos pelo Estado, que foi de US$ 10,7 bilhões.

Entre janeiro e abril, foi gerado um saldo na balança do agronegócio de US$ 2,7 bilhões, avanço de 17,5% frente ao mesmo período do ano anterior. As importações do setor movimentaram US$ 319,4 milhões, valor que ficou 17,5% maior que no primeiro quadrimestre de 2020. Em volume, as importações chegaram a 305 mil toneladas, variação positiva de 1,2%.

Com a demanda mundial aquecida por vários produtos agrícolas e pecuários produzidos em Minas Gerais, o valor médio da tonelada cresceu 16,8%, saindo de US$ 747,22 para US$ 872,87.

Entre os produtos exportados, o café, que respondeu pela maior parte dos embarques, 48,53%, apresentou alta de 22,4% na receita, US$ 1,46 bilhão. Ao todo, foram exportadas 637,3 mil toneladas do grão, alta de 24%.

No complexo soja, também houve crescimento, 11,3%, na receita gerada com os embarques, que totalizou US$ 673,2 milhões. O volume ainda está inferior ao registrado em igual período do ano passado. Ao todo foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas, quantidade 10,5% menor. A queda é justificada pelo atraso no plantio e na colheita da safra de soja. A estimativa é de que os embarques cresçam ao longo dos próximos meses.

Além do dólar valorizado, o que estimula as exportações do complexo soja, o valor médio da tonelada está maior. Enquanto a tonelada era negociada a US$ 356,80 no primeiro quadrimestre de 2020, este ano o volume foi cotado a US$ 443,47, aumento de 24,29%.

Carnes

Resultado positivo também foi verificado na exportação do grupo de carnes, que respondeu por 10,44% das exportações do setor no Estado. No grupo das carnes, foi verificado aumento de 11,8% no faturamento (US$ 315,19 milhões) e de 28,3% no volume, que somou 108,5 mil toneladas.

No período, os embarques de carne bovina cresceram 4,9% em valor, que ficou em US$ 224,4 milhões. Foram exportadas 51,2 mil toneladas, volume 6,3% maior que o exportado anteriormente.

A exportação de carne de frango cresceu 41,2% em receita, que alcançou US$ 74,3 milhões. O volume embarcado, 49,1 mil toneladas, cresceu 71,5%.

A comercialização de carne suína com o mercado externo somou 6,2 mil toneladas, queda de 3,2%. O faturamento aumentou 5,2%, encerrando o período em US$ 12,5 milhões.

Entre janeiro e abril, as exportações do complexo sucroalcooleiro subiram 22,4% em faturamento e 18,2% em volume, gerando uma receita de US$ 204 milhões e embarque de 663 mil toneladas.

Os embarques de produtos lácteos também ficaram maiores. O Estado exportou 3,1 mil toneladas, variação positiva de 26,2%. A receita, US$ 8,9 milhões, ficou 38% maior. 

Leia mais: Diário do Comércio|Agronegócio| 14/05/2021

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