Rendimento domiciliar per capita em Minas é o 10º do País

Fonte: Diário do Comércio

O rendimento domiciliar per capita em Minas Gerais em 2017 ficou em R$ 1.224, abaixo da média nacional, que foi de R$ 1.268. No ranking das 27 unidades da federação, o Estado caiu duas posições: em 2016, ocupava o 8º lugar e, no ano passado, passou para 10º. As informações foram divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azevedo, analisa que o tamanho do Estado e a diversidade de suas regiões, com o desenvolvimento de várias atividades e ocupações, resultam em oscilações no rendimento e interferem no resultado final.

No País, Minas ficou atrás do Distrito Federal (R$ 2.548); São Paulo (R$ 1.712); Rio Grande do Sul (R$ 1.635); Santa Catarina (R$ 1.597); Paraná (R$ 1.472); Rio de Janeiro (R$ 1.445); Mato Grosso do Sul (R$ 1.291); Goiás (1.277) e Mato Grosso (R$ 1.247). Os dois estados que passaram à frente de Minas e fizeram o Estado perder posição no ranking foram Goiás e Mato Grosso.

Entre os estados do Sudeste, Minas ocupa a terceira posição, ficando à frente do Espírito Santo, cuja renda domiciliar per capita foi de R$ 1.205 em 2017.
O Distrito Federal obteve o melhor resultado do País, com R$ 2.548, valor que representa mais que o dobro da média nacional. De acordo com Cimar Azevedo, isso ocorre porque o Distrito Federal concentra grande número de pessoas com nível superior de escolaridade, além de ter elevado número de servidores públicos.

Por outro lado, o Maranhão aparece com o pior resultado, com renda domiciliar per capita de R$ 597, menos da metade da média do País. Como problemas do estado, Azevedo cita os altos índices de analfabetismo e também de informalidade.

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, os dados divulgados ontem são encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que os utiliza para cálculos de rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), uma das modalidades de transferência de recursos financeiros da União. A divulgação atende ao disposto na Lei Complementar 143/2013.

Ele explica que não é possível, só com base nesses dados, saber se os estados vão receber mais ou menos recursos do que no ano passado, já que as correções ainda não foram feitas. Além disso, para o cálculo do fundo de participação são utilizadas outras informações, como população.

Cálculos – De acordo com o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado levando-se em conta o total dos rendimentos domiciliares dividido pelo número de moradores. Entram no cálculo o rendimento do trabalho das pessoas do domicílio e outras fontes provenientes de pensão, aposentadorias, juros de poupança, mesada, entre outros.

Ainda segundo informações do IBGE, o estudo é feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), pesquisa domiciliar que, a cada trimestre, capta informações socioeconômicas e demográficas em aproximadamente 211 mil domicílios distribuídos em cerca de 3,5 mil municípios.

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