RHI Magnesita eleva para R$ 420 milhões investimento na fábrica de Contagem

Presidente da companhia no Brasil e América Latina disse que os mercados mostram sinais de recuperação e que está otimista em relação ao ano

A RHI Magnesita, fabricante global de produtos refratários para a indústria, anunciou uma ampliação nos investimentos que fará no país até 2022, além de aporte global em pesquisa. O investimento na modernização da fábrica de Contagem (MG) teve o valor ampliado de R$ 257 milhões para aproximadamente R$ 420 milhões — uma elevação de 63,4%.

“Atualizamos o valor pela inflação, câmbio e fizemos melhorias no escopo do investimento”, afirmou Francisco Carrara, presidente no Brasil e América Latina da RHI Magnesita. O executivo disse que os investimentos em Contagem são para modernizar a fábrica, automatizar processos. Com a melhoria da eficiência, Carrara espera um aumento de 14% a 20% na capacidade produtiva da unidade.

— Foto: Divulgação

A empresa também fará um investimento global de 50 milhões de euros (R$ 347,1 milhões) em um programa de pesquisa tecnológica para neutralização de carbono, no prazo de cinco anos. De acordo com Carrara, esse investimento será feito em centros de pesquisa que a empresa mantém no Brasil, na Europa, China, Índia e nos Estados Unidos. A meta é tornar a companhia neutra em emissões de carbono até 2025.

O executivo disse que a empresa já possui tecnologia para captura das emissões de carbono, mas falta desenvolver um modelo economicamente viável para essa tarefa. Carrara acrescentou que, em 2020, a RHI Magnesita evitou a emissão de quase 24 mil toneladas de carbono no Brasil com logística reversa e reciclagem de produtos. A companhia investe neste ano R$ 12 milhões na unidade de Coronel Fabriciano (MG) para ampliar a capacidade de reciclagem.

A RHI Magnesita ainda dá andamento a um investimento de R$ 180 milhões para a construção de um novo forno na unidade de Brumado (BA). O executivo espera que o forno entre na fase de comissionamento em dezembro deste ano.

A companhia encerrou 2020 com lucro líquido atribuído aos controladores de 24,8 milhões de euros, ante um lucro de 139 milhões de euros em 2019. A receita líquida teve redução de 23%, para 2,259 bilhões de euros.

O resultado foi associado a perdas com a pandemia de covid-19 e a despesas financeiras mais altas. A companhia informou que desenvolveu com a consultoria Accenture um plano para reduzir custos e espera com isso um ganho no lucro operacional antes de amortizações de 100 milhões de euros até o fim de 2022.

Carrara disse que os mercados mostram sinais de recuperação e que está otimista em relação ao ano. “Acredito que o mercado de aço e cimento vai continuar demandando e estamos preparados para atender esse mercado”, afirmou.

O executivo disse que a empresa sofre com o aumento nos custos de algumas matérias-primas importadas mas que graças à produção verticalizada consegue administrar os aumentos nos preços das matérias-primas. Carrara estima que a oferta de matérias-primas deve se normalizar no mercado internacional no segundo trimestre.

Por Cibelle Bouças, Valor — São Paulo (Valor Econômico)

11/03/2021 11h20

 

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