Rodovias podem ser concedidas no Estado

*Por Juliana Siqueira

A BR-251, entre Montes Claros e o entroncamento com BR-116, pode entrar no projeto de concessão em estudo | Crédito: Divulgação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Infraestrutura (Minfra) iniciaram estudos para a concessão de rodovias pelo País, contemplando cinco estados.

Em Minas Gerais, segundo o Ministério da Infraestrutura, as rodovias analisadas serão a BR-116 (Governador Valadares até a divisa com a Bahia, totalizando 413 quilômetros de extensão) e BR-251 (Montes Claros até o entroncamento com a BR-116, totalizando 344,6 quilômetros de extensão). Também serão estudados trechos em Pernambuco, Bahia, Goiás e Ceará.

A primeira reunião de desestatização foi realizada ontem e contou com a presença do consórcio contratado no último mês de abril, que está à frente dos serviços técnicos relacionados à estruturação do projeto. O consórcio é formado pela Systra Engenharia e Consultoria Ltda (líder), Dynatest Engenharia Ltda e Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados.

Cronograma da concessão de rodovias

Os estudos realizados em relação à concessão de rodovias devem ser finalizados no primeiro trimestre do ano que vem. Os próximos passos serão a aprovação do Ministério da Infraestrutura, a consulta pública e também a análise realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

As expectativas são de que mais de uma concessão de rodovias seja realizada. Os leilões estão previstos para acontecer entre o segundo semestre do ano que vem e os seis primeiros meses de 2023.

Ao todo, cerca de R$ 9,6 bilhões deverão ser investidos nas rodovias. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, os “detalhes quanto aos investimentos de cada segmento ainda dependerão dessa primeira etapa de estudos”.

Em material enviado para a imprensa, o diretor de infraestrutura, PPPs e concessões do BNDES, Fábio Abrahão, destacou a importância do projeto para o BNDES.

“Trata-se de um projeto importante para o BNDES, que faz parte de uma carteira de ativos logísticos com investimentos estimados em R$ 150 bilhões, com impacto direto no aumento da eficiência e da competitividade do País, bem como na geração de empregos”, disse ele.

De acordo com o informe do BNDES, além dos trechos de rodovias existentes, “os estudos contemplarão a elaboração de traçados referenciais de trechos a serem construídos, como o Novo Anel Rodoviário de Goiânia, o Novo Anel Rodoviário de Feira de Santana (BA) e o Contorno Rodoviário do Recife (PE). Tais intervenções têm por objetivo reduzir o trânsito de veículos pesados nas travessias urbanas, permitindo a maior fluidez na região metropolitana das cidades e reduzindo acidentes”, destacou.

“Com esse projeto, o BNDES consolida uma carteira de concessões rodoviárias superior a 14 mil km, incluindo 8.300 km em trechos federais, com diversos leilões previstos nos próximos dois anos”, disse o superintendente da área de estruturação de parcerias de investimentos, Cleverson Aroeira, em material enviado para a imprensa.

Leia mais: Diário do Comércio|Economia| 26./05/2021

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