Santa Casa investe R$ 7 milhões

*Por Daniela Maciel

Objetivo da SCBH é prestar um atendimento integral, indo além das obrigações clínicas e hospitalares | Crédito: SCBH

Um espaço maior e mais confortável para os pacientes oncológicos de Minas Gerais é a proposta do Instituto de Oncologia da Santa Casa de Belo Horizonte (SCBH), inaugurado dia 21. A unidade conta com 37 consultórios, 88 pontos para tratamento de quimioterapia, dois aceleradores lineares, quatro leitos de urgência, salas de observação, além de toda a infraestrutura hospitalar da SCBH. Assim, garante que todos os procedimentos assistenciais sejam realizados no mesmo local, contando com estrutura confortável e acolhedora para tratar, ainda melhor, quem precisa.

De acordo com o diretor de Assistência à Saúde da SCBH, Guilherme Gonçalves Riccio, o esforço é para triplicar a capacidade de atendimento de pacientes com câncer. Para isso é disponibilizada uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e em radioterapia, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, dentistas, entre outros. O investimento foi de R$ 7 milhões.

“É um investimento relativamente alto, totalmente financiado pela sociedade mineira através de empresas, entidades e pessoas físicas. Temos trabalhado desde 2016 nesse projeto que envolve todas as áreas da Santa Casa. Nos últimos 100 anos, a Santa Casa alcançou muita relevância na área de tratamento contra o câncer. Apenas em 2019, atendemos cerca de 2.500 novos pacientes oncológicos”, explica Riccio.

Em 2020, foram mais de 63 mil atendimentos entre primeira consulta, sessões de quimioterapia, radioterapia, procedimentos e retornos para controle. Fazendo com que a SCBH ficasse entre os dez maiores prestadores de serviços oncológicos do Brasil.
A Santa Casa BH manteve o corpo de oncologistas para atuar no novo Instituto e encorpou a equipe de apoio. O objetivo é prestar um atendimento integral, indo além das obrigações clínicas e hospitalares, agregando tecnologia e reduzindo o tempo de atendimento.

“Adquirimos um segundo acelerador linear e uma ressonância que não deve nada a nenhum outro hospital no Brasil. Pretendemos ter um foco mais fino nesse paciente. Muitos deles carregam grandes fragilidades sociais, com recursos zero. As pessoas não têm dinheiro para pegar o ônibus para fazer uma sessão de quimioterapia. Por que não podemos ajudá-las a terem um vale-transporte? O SUS (Sistema Único de Saúde) não financia isso, mas não posso me conformar. Tenho que buscar alternativas. A inauguração do Instituto reflete a respeitabilidade da Santa Casa diante da sociedade mineira e aumenta a nossa responsabilidade”, pontua.

Dessa forma, a SCBH também continua contribuindo para manter e fortalecer Belo Horizonte como um polo médico nacional, atraindo pacientes, estudantes, médicos e pesquisadores de todas as regiões do Brasil. Atualmente, são mais de 600 residentes que, depois de formados, levam os conhecimentos e ética profissional adquiridas ali para onde forem.

“Não queremos ser apenas prestadores de serviço. Nossos procedimentos estão submetidos aos mais rígidos protocolos para que possamos medir o sucesso e saber onde podemos avançar. É nossa obrigação procurar contribuir para uma saúde pública de qualidade. Não existe cidadão de primeira ou segunda classe. Somos todos igualmente cidadãos. Também ensinamos e distribuímos a crença no SUS. Num país com tantas dificuldades ele é uma ferramenta ainda mais importante. A saúde pública é um marco civilizatório e devemos todos lutar por ela. A inauguração do Instituto de Oncologia aconteceu no mesmo dia em que a Santa Casa comemorou 122 anos. É um dia para entrar para a nossa história”, finaliza o diretor de Assistência à Saúde da SCBH.

Leia mais: Diário do Comércio|Negócios| 25/05/2021

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