São Marcos planeja ganhar o País investindo R$ 210 mi

Fonte: Diário do Comércio

Com um plano de investimentos de R$ 210 milhões entre 2016 e 2021, o grupo belo-horizontino São Marcos parte para conquistar o mercado de exames de imagens da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e também para atuar em todo o País, replicando o modelo de negócios de análises clínicas adotado em Minas para regiões metropolitanas de cidades de outros estados. Além disso, o laboratório aposta no avanço no segmento de prestação de serviços para outras empresas do setor.

“Somos uma empresa de 77 anos e, durante 75 anos, só atuamos na RMBH e muito focados em análises clínicas, tendo hoje uma participação de 30% nesse segmento. Desenvolvemos um plano de crescimento para diversificar o portfólio e ganhar o Brasil”, afirmou o presidente do grupo, Ricardo Dupin.

O primeiro fundamento do plano, conforme explicou Dupin, é aproveitar a presença já consolidada do grupo em análises clínicas na RMBH para crescer no segmento de exames de imagem. Nesse sentido, o executivo revelou que o São Marcos já está em negociação com “alvos” na região.

Outro foco do plano de investimentos é replicar o modelo de laboratórios de análises clínicas da RMBH em outras regiões metropolitanas espalhadas pelo País. Por isso, a empresa acaba de comprar o laboratório Laborfase Padrão, com três unidades nas cidades de Santo André, Mauá e Diadema, todas na região do ABC Paulista.

Potencial de mercado – A operação foi concluída na última quinta-feira e deve agregar R$ 15 milhões ao faturamento anual do grupo neste ano. “Decidimos pelo ABC Paulista pela densidade populacional e potencial do mercado”, disse o presidente do grupo.

Por fim, o São Marcos também vai investir na prestação de serviços de análise para outros laboratórios. “Outro objetivo do plano está no nicho de apoio laboratorial. Esse é um mercado que movimenta R$ 4 bilhões por ano no País. Os laboratórios nem sempre fazem todos os exames, por não terem escala ou tecnologia, e podem terceirizar”, explicou. Segundo Dupin, do começo de 2016 até o momento, o grupo já tem 140 clientes desse segmento em carteira, distribuídos entre Minas São Paulo e Espírito Santo.

Dupin detalhou que a empresa tinha “zero” alavancagem (dívidas) até 2016. Por isso, parte dos R$ 210 milhões previstos em aportes entre 2016 e 2021 virão da geração de caixa, outra parte dos próprios acionistas e parte de alavancagem bancária (empréstimos). Os recursos serão aplicados em novas aquisições, aumento do portfólio e abertura de lojas.

Hoje, o grupo tem 69 unidades: 12 no ABC Paulista e 57 na RMBH. Estão previstas para 2018 outras três aquisições, já em fase de negociação avançada, totalizando R$ 70 milhões em investimentos somente neste ano. Em 2016, a receita da empresa alcançou R$ 103 milhões, deu um salto de 57,2%, chegando a R$ 162 milhões em 2017 e, para 2018, a projeção é atingir R$ 260 milhões, o que, se confirmado, consolidará um crescimento de 60,5% sobre 2017.

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