Selic alcança o nível de 7,0% ao ano, menor patamar da série histórica do Banco Central

Por Leonardo Faria Lima – Departamento Econômico ACMinas

O Comitê de Polícia Monetária do Banco Central, o Copom, promoveu nesta última quarta-feira (06 de dezembro) uma nova redução na taxa de juros básica da economia brasileira, a Selic. O corte efetivado foi de 0,5 ponto percentual, isto é, de 7,5% para 7,0% ao ano.

A ação realizada pelo Copom foi condizente com as perspectivas do mercado financeiro. O mercado acreditava que a Selic chegaria ao patamar de 7,0% ao ano no findar de 2017. Para 2018, a projeção é de manutenção deste percentual.

A taxa Selic alcançou o menor valor da série histórica do Banco Central, iniciada no ano de 1986. Anteriormente, o menor percentual havia sido observado em outubro de 2012, período no qual o indicador atingiu o nível de 7,25% ao ano.

A efetivação desta nova redução tornou-se um dia histórico para economia do país, tanto que este feito foi comemorado pelo governo federal. O presidente do Brasil, Michel Temer, enalteceu o novo percentual da Selic por meio de um pronunciamento realizado via twitter.


Fonte: Twitter

Segundo o pronunciamento oficial do Copom, o novo corte da Selic foi justificado pela manutenção do cenário básico da inflação, ou seja, pelo comportamento favorável do processo inflacionário em “níveis confortáveis ou baixos”. Além disso, o Copom explicitou que a continuidade da política monetária expansionista dependerá do desempenho futuro da inflação.

O mercado financeiro antevê para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2018 uma alta de 4,02%, percentual abaixo da meta inflacionária governamental estipulada para o referido período (4,5%). Assim, o cenário projetado para 2018 é favorável para a continuidade da flexibilização monetária, isto é, para a ampliação do mercado de crédito.

A taxa Selic baliza ou direciona o comportamento das demais taxas de juros do mercado. As alíquotas operacionalizadas pelas principais instituições financeiras do país são reduzidas de forma gradual, ou melhor, não sofrem uma redução imediata após o corte promovido na Selic. Mediante o contexto de queda dos juros, em 2017, as instituições financeiras (banco comercias, bancos de desenvolvimento, entre outras) já efetivaram a diminuição das alíquotas dos seus produtos e é possível que esta ação seja novamente realizada.

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