Serviços registram alta de 1,2% em MG

Por: Juliana Siqueira

Um dos setores mais atingidos pela pandemia da Covid-19, o segmento de serviços em Minas Gerais avançou 1,2% em julho em comparação com junho, na série com ajuste sazonal. O levantamento foi divulgado na sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, apesar do incremento, quando se observa outras bases de comparação, os números são negativos. Julho deste ano, por exemplo, apresentou queda de 11,8% em Minas Gerais em relação a igual período do ano passado.

Além disso, no acumulado de janeiro a julho, houve recuo de 8,9%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a retração foi de 5,3% no Estado.

Conforme destaca a supervisora de pesquisa econômica do IBGE, Claudia Pinelli, além de o segmento de serviços ter sido um dos mais atingidos pela pandemia e, consequentemente, pelas medidas de isolamento social, também é um setor que demora mais a se recuperar do que o comércio e a indústria. Isso porque ele depende dessas outras áreas.

“A recuperação é mesmo mais lenta. Por isso, os indicadores não estão nos mesmos patamares que o comércio e a indústria, embora também estejam demonstrando recuperação com a retomada das atividades”, diz ela.

Renda – Nesse cenário, alguns serviços sofreram mais ainda do que os outros no Estado. Ainda segundo as informações que foram divulgadas pelo IBGE, quando se compara o mês de julho com o mesmo período de 2019, o maior recuo foi verificado em serviços prestados às famílias (-51,1%).

“O setor de serviços prestados às famílias teve uma queda muita alta dada toda a questão do mercado de trabalho, da renda das pessoas. É um segmento que depende das famílias”, pontua Claudia Pinelli.

Outro destaque negativo foi verificado na categoria transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-14,1%). “Os transportes estão muito relacionados a viagens, tanto de negócios quanto de turismo e lazer e foram muito prejudicados. A questão da mobilidade também depende do retorno das atividades”, salienta a supervisora do IBGE.

Também apresentaram números negativos em julho deste ano em relação ao mesmo período de 2019 em Minas Gerais o setor de serviço de informação e comunicação (-8,7%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,7 %).

Já no lado de alta ficou a categoria formada por outros serviços, que apresentou um crescimento de 7,8%.

Perspectivas – Apesar de os números estarem apontando para uma recuperação do setor de serviços, embora ainda mais tímida do que no comércio e na indústria, Claudia Pinelli ressalta que, quando se fala das expectativas, é preciso aguardar um pouco mais.

Para a supervisora de pesquisa econômica do IBGE, é necessário verificar se a retomada das atividades vai continuar, mesmo de que forma gradual como está ocorrendo, assim como observar como ficará a abertura de estabelecimentos como bares, restaurantes e academias, por exemplo. Além disso, alerta ela, também é importante verificar como será o retorno das família a esses locais de consumo.

Diário do Comércio | 12 de setembro de 2020

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