Setor atacadista e distribuidor cresceu 22,8% no ano passado em MG

* Por Mara Bianchetti

Severini: novos hábitos de consumo impulsionaram os resultados | Crédito: Divulgação/Abad

O setor atacadista e distribuidor de Minas Gerais faturou R$ 21,4 bilhões em 2020, crescimento de 22,8% em relação a 2019. O montante representa 7,5% do total arrecadado pelo mercado nacional, que apurou R$ 287,8 bilhões no ano passado, um avanço de 5,2% sobre o exercício anterior. Os dados são do Ranking Abad/Nielsen 2021 ano/base 2020, da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad).

Quatro empresas mineiras aparecem entre as dez maiores redes nacionais de distribuição e entrega do ranking. A Martins Comércio e Serviços de Distribuição, com sede em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, figura em segundo lugar, ficando atrás somente da paulista Atacadão. Também estão entre as Top 10: Tambasa, Apoio Mineiro e Villefort.

A lista leva em consideração a contribuição de cada empresa para o faturamento do setor. Em 2020, a pesquisa contou com a participação de 660 atacadistas e distribuidores de todo o Brasil. Juntas, essas empresas faturaram R$ 165 bilhões, representando uma fatia de 49,2% do faturamento total do setor, a preço de varejo.

De acordo com a entidade, o faturamento nacional de R$ 287,8 bilhões representa, em termos reais, crescimento de 0,7% sobre o ano anterior, o que garantiu ao setor a participação de 51,2% no mercado mercearil nacional, avaliado pela Nielsen em R$ 562,3 bilhões no ano passado. Com pequena redução em relação ao ano anterior, essa participação permanece robusta e abrange mais de 50% do mercado pelo 16º ano consecutivo.

Na avaliação do presidente da Abad, Leonardo Miguel Severini, o desempenho apurado pelo setor atacadista e distribuidor em 2020 foi impulsionado pelos novos hábitos de consumo impostos pela pandemia. Segundo ele, apesar da retração no volume de vendas para bares e restaurantes, por exemplo, em virtude das restrições de funcionamento destes estabelecimentos, o pequeno e o médio varejo observaram elevação por conta do aumento do consumo dentro dos lares.

Neste ano, é provável que a tendência de alta permaneça, uma vez que o cenário pouco se alterou. “Entre janeiro e março já teve crescimento nominalmente quase 4% e estamos comparando três meses tradicionais com três meses em plena pandemia e sem auxílio emergencial, o que nos faz crer que agora com o retorno do pagamento, as famílias consumirão mais e nossos resultados serão ainda maiores”, afirmou.

Destaques do setor atacadista e distribuidor de Minas Gerais

Entre as empresas de Minas Gerais, somente o Grupo Martins faturou R$ 6,536 bilhões no ano passado, resultado praticamente estável em relação ao exercício anterior, quando o montante chegou a R$ 6,530 bilhões. Com o resultado, a empresa recuperou a segunda posição no ranking nacional das maiores atacadistas do País, já que no ano passado, havia ficado em terceiro lugar.

Logo em seguida apareceu a Tecidos e Armarinhos Miguel Bartolomeu S/A (Tambasa) com resultado de  R$ 4,412 bilhões no ano passado. O resultado superou em 27% os números de 2019 (R$ 3,474 bilhões) e a empresa configurou na quarta posição nacional.

A próxima mineira a constar na lista foi o grupo Super Nosso, que controla as bandeiras Super Nosso, Apoio Mineiro e a distribuidora especializada DecMinas, cujo faturamento avançou 52% entre os exercícios. O grupo saiu de um resultado de R$ 1,745 bilhão em 2019 para R$ 2,666 bilhões no ano passado. Com o resultado, o grupo manteve o sétimo lugar no levantamento.

O Villefort também viu seu faturamento avançar, o que o fez aparecer em décimo lugar no ranking Abad 2021. A empresa faturou R$ 1,856 bilhão no exercício passado, 23% a mais que um ano antes (R$ 1,499 bilhão).

Leia mais: Diário do Comércio|Economia| 12/05/2021

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