Setor de bens de capital cresce em Minas

Fonte: Diário do Comércio

Assim como o setor de bens de capital nacional, a atividade em Minas Gerais registrou avanço no faturamento também no segundo mês de 2018 sobre a mesma época de 2017. No Brasil, a alta de fevereiro foi de 2,2%, enquanto no Estado chegou a 2,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As informações são da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Desta maneira, após terminar 2017 com a quinta queda consecutiva no faturamento, o setor se manteve no azul no primeiro bimestre deste exercício. De acordo com levantamento da entidade, no acumulado dos dois primeiros meses de 2018, o faturamento cresceu 1,1% no País e 2,2% em Minas.

“Ao que estes primeiros meses indicam, encerraremos a sequência de prejuízos neste ano. Porém, temos consciência de que será um desempenho ainda tímido e aquém do necessário para recompor as perdas do passado”, admitiu o vice-presidente regional da Abimaq-MG, Marcelo Veneroso.

Segundo ele, fatores macroeconômicos têm sido fundamentais para este desempenho e serão ainda mais daqui para frente, principalmente por se tratar de um ano de eleição. A redução da taxa básica de juros (Selic), por exemplo, foi fundamental para o início do resgate da competitividade do setor industrial.

“Estes números provam que a indústria de bens de capital é competitiva por natureza. Apesar de o consumo aparente estar em queda em relação ao ano anterior, nossa participação no mercado está melhor e isso se deve aos pequenos ajustes econômicos que tivemos recentemente. Estamos com saldo positivo nas exportações e, embora as condições macroeconômicas ainda não estejam nos patamares ideais, poucas mudanças já provocaram melhorias”, completou.

O dirigente se referiu ao fato de os embarques do setor terem somado mais de R$ 848 milhões somente em fevereiro, um avanço de 39,8% frente ao mesmo mês de 2017. No bimestre o valor chegou a R$ 1,6 bilhão, 58,7% a mais que nos dois primeiros meses do ano passado. “No caso de Minas, as exportações cresceram 14% na comparação mensal e 7,5% no acumulado do ano”, afirmou.

Além disso, o nível de utilização da capacidade instalada cresceu 6,7% quando comparados os meses de fevereiro em âmbito nacional. Já em Minas, a alta foi de 2,8%. Em ambos os casos, o nível gira em torno de 74%, sendo que no Estado está um pouco abaixo da média do País.

Recuperação – Confirmando o comentário do vice-presidente da entidade em Minas, de fato, os números ainda são bastante tímidos para projetar uma recuperação sólida para 2018. Vale destacar que, somando as quedas consecutivas registradas pelo setor entre 2013 e 2017, houve acúmulo de redução superior a 60% nas receitas do setor no Estado.

Em outras entrevistas, Veneroso chegou a estimar que seriam necessários pelo menos cinco anos para retomar aos patamares anteriores à crise vivida pela atividade. “Para chegarmos ao que era em 2013, teríamos que crescer acima de 100%. Em menos de cinco anos isso é impossível”, disse em outras ocasiões.

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