Setor supermercadista investiu R$ 492,5 mi em 2017

Fonte: Diário do Comércio

Enquanto empresas de diferentes segmentos optaram por segurar as inversões, os supermercados mineiros, mesmo ainda diante das incertezas causadas pelo cenário pós-recessão, resolveram arriscar e registraram, em 2017, o maior volume de investimentos do ramo no Estado dos últimos 19 anos. No exercício passado, os empresários do setor investiram R$ 492,5 milhões na abertura de 66 lojas e na reforma de outras 74 distribuídas pela região. O levantamento é da Associação Mineira de Supermercados (Amis).

Projeção feita pela entidade, há um ano, inicialmente apontava para a construção de 56 novos estabelecimentos e a reforma de outros 70. Os investimentos seriam, portanto, da ordem de R$ 400 milhões. Mas a evolução de alguns dos principais indicadores, com a consequente melhora da economia, trouxe oportunidades de exploração de mercados, que não foram desperdiçadas pelo setor.

“Foi uma aposta bem-sucedida. Lógico que existiam riscos, mas o setor trabalha com os ‘pés no chão’”, afirmou o superintendente da Amis, Antônio Claret Nametala.

De acordo com o gestor, os supermercadistas acreditam que 2018 promete um cenário econômico ainda mais favorável. Por essa razão, a projeção da entidade para este ano é de aportes 10% maiores do que os da estimativa feita em janeiro de 2017 – o equivalente a R$ 440 milhões -, com a construção de 60 novas lojas, que devem gerar 6,8 mil postos de trabalho em todo o Estado.

Assim como o ocorrido no ano passado, Claret, no entanto, não descartou a possibilidade de as inversões concretizadas até o fim de 2018 superarem as perspectivas para o segmento. “A chance sempre existe, porque as redes supermercadistas, às vezes, começam o ano falando em uma inauguração mais tímida. Mas oportunidades surgem, e quando elas aparecem, o setor está atento. Vamos com um pouco mais de otimismo para este ano”, destacou.

Os investimentos de 2017 permitiram aos supermercados do Estado criar 10,2 mil novas vagas no mercado de trabalho. Com isso, o setor fechou o ano com 190.400 colaboradores diretos. A média de empregados por novo estabelecimento passou de cem para 110. Já o número de lojas chegou a 7.173 unidades em Minas Gerais.

“Vínhamos sentindo o movimento do consumidor nas lojas, e claro que isso leva o empresário a acreditar um pouco mais. Mas também tem o acreditar das redes, como o Supermercados BH, Mart Minas, Epa, Bahamas, ABC, nas grandes cidades do interior do Estado, ocupando espaços que não eram trabalhados por esses grupos”, explicou Claret, ao comentar as oportunidades aproveitadas pelas empresas.

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