Stock Car na Pampulha de JK

JK, o prefeito visionário e desenvolvimentista, quando inventou a Pampulha mirava o futuro. Integrou imenso lago que não existia com alamedas e construções de icônicos centros de cultura, de entretenimento, de esportes e de turismo. Testemunhos dessa afirmação são, dentre outros, a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Museu de arte moderna. Com o tempo, o sítio ganhou o Jardim Zoológico, o Estádio do Mineirão e o Mineirinho, esses, incrustados numa enorme explanada, e o Campus da Universidade Federal de Minas Gerais. Este conjunto se faz determinante na compreensão da Pampulha como um lugar plural por excelência.

É nessa Pampulha que está programada, para o segundo semestre de 2024, a realização da primeira corrida de Stock Car, uma celebração de prestígio internacional que se realiza com frequência nas maiores cidades do mundo. É incorreto tratar da realização como um evento pois que se trata de uma agenda realizadora, com contrato celebrado por cinco anos, com possibilidade de se o renovar por mais cinco.

Instituições privadas várias, entre as quais o CDL com o apoio da ACMinas aplaudem o Município de Belo Horizonte que tem se dedicado nessa realização, merecendo, a efeméride, alguns esclarecimentos quanto à sua grandeza e sua oportunidade: – a organização do evento (internacional) está cuidadosamente atendendo a todas leis e regulamentos pertinentes; são vários os equipamentos que se incorporarão definitivamente ao logradouro; o giro de recursos, em torno de uma Stock Car, a cada realização, anda próximo de duas centenas de milhões de dólares, o que significa extraordinária oportunidade para o comércio, a indústria e os serviços (este giro, multiplicado por cinco, leva esta cifra para o patamar de bilhão de dólares). É tudo que o empresariado de Belo Horizonte e de Minas Gerais deseja, precisa e merece; a vocação plural da Pampulha, onde já correram, no passado, Toninho da Mata, Wilsinho Fitipaldi e Boris Feldeman dentre outros, desmente o argumento segundo o qual o lugar não seria próprio, pelo contrário, não há outro e, no ponto, a história fala por si.

Com as corridas de Stock Car na Pampulha, a nossa Belo Horizonte ganhará durante todo o período, em mídia espontânea ou coisa do gênero, visibilidade em mais de cento e cinquenta países. Do ponto de vista do apelo ao turismo, para que todos visitem Belo Horizonte e Minas Gerais nunca se terá feito nada igual.

Dentre os vários programas dos quais se ocupa na ACMinas (e noutras prestigiadas instituições envolvidas) está o da revitalização do centro histórico da cidade (isto é uma outra história) e, principalmente, estamos todos comprometidos em ações visando a internacionalização de Belo Horizonte, levando-a de encontro com o seu futuro, fazendo-a uma das capitais do mundo. A Stock Car que nos é oferecida, por todas as razões, já faz parte desse projeto.

São inúmeras as outras capitais (dezenas de pretendentes) que, atentas, querem, no primeiro vacilo nosso, tomar de Belo Horizonte essa realização, apropriando para si o que seriam os nossos empregos, renda, impostos e crescimento. É preciso levar a grandeza de nossa Belo Horizonte e de nossa gente a todos os cantos do mundo. Oportunidade não se perde.

O corte de sessenta árvores é problema que se resolveu previamente com substituições e compensação, na forma da lei. Quanto ao ruído, próprio das corridas de automóvel, a própria organização disso cuidará, como se faz em todas as cidades do mundo onde realizações do tipo se dão. É dizer, os ganhos, sopesados com esses inconvenientes previamente já remediados, são imensos e a comunidade empresarial sabe como medi-lo, e esta é a razão do apelo para que a Stock Car se realize na nossa Pampulha de JK que, certamente, vivo fosse, estaria aplaudindo mais este avanço da capital de Belo Horizonte.

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