Taxa de desemprego sobe para 13,3% no trimestre encerrado em junho

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego brasileira subiu para 13,3% no trimestre encerrado em junho. A população desocupada somou 12,8 milhões de pessoas.

O indicador obteve alta de 1,1 ponto percentual sobre o trimestre encerrado em março (12,2%) e de 1,3 ponto percentual ante o mesmo período de 2019 (12%).

O IBGE relatou que o desemprego não foi pior, pois, muitas pessoas deixaram de procurar emprego ou não estavam disponíveis para trabalhar durante a pandemia do novo coronavírus.

 

Principais informações divulgadas pela PNAD Contínua: 

  • O Brasil registrou a maior taxa de desemprego em 3 anos (13,3%) – pior resultado observado desde o  trimestre terminado em maio de 2017 (13,3%). 
  • O País perdeu 8,9 milhões de vagas de trabalho em 3 meses – 6 milhões no mercado informal e 2,1 milhões no comércio. 
  • O número de pessoas ocupadas no Brasil atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
  • A população ocupada somou 83,3 milhões de pessoas, involução de 9,6% perante o trimestre anterior (recuo de 8,9 milhões de pessoas) e de 10,7% em relação ao mesmo período de 2019 (recuo de 10 milhões de pessoas).  
  • Atualmente no país, há mais gente sem trabalhar do que trabalhando. 
  • A população desalentada (que desistiu de procurar emprego) totalizou 5,7 milhões – novo recorde histórico. Este resultado representa uma alta de 19,1% sobre o trimestre anterior e de 16,5% ante o mesmo trimestre do ano anterior. 

 

Perspectivas

A política de isolamento social instrumentalizada para conter o avanço do coronavírus gerou um ponto de inflexão no mercado de trabalho brasileiro, isto é, da recuperação de empregos obtida em 2019, o mercado foi direcionado para uma nova aceleração do desemprego. 

Além disso, o auxílio emergencial e do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM) – que permite a suspensão do contrato ou redução da jornada de trabalho – ajudaram a atenuar a perda de empregos. 

A flexibilização do isolamento em determinadas regiões do país proporcionou uma tímida recuperação da atividade econômica. Porém, o atual contexto detém um elevado grau de incertezas, fator que dificulta determinar o desempenho do mercado de trabalho para os próximos meses. 

O Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), prevê que a taxa desemprego do país findará 2020 em 13,3% (média anual). 

 

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