Taxa de desemprego sobe para 13,8% e alcança recorde

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE, a taxa de desemprego do país subiu para 13,8% no trimestre encerrado em julho. Esta é a maior taxa observada no âmbito série histórica, iniciada em 2012.

 

A população desocupada somou 13,3 milhões de pessoas, maior contingente registrado desde abril de 2019 – período no qual os desocupados totalizavam 13,17 milhões.

O indicador apresentou evolução de 1,2 ponto percentual sobre o trimestre encerrado em fevereiro (12,6%) e de 2 pontos percentuais perante igual período do ano passado (11,8%).

Destaques:

⦁ O Brasil apresentou a maior taxa de desemprego da série histórica – 13,8%.
⦁ Em 3 meses, a população ocupada sofreu involução de 8,1% – recuando para 82 milhões de pessoas.
⦁ O número de pessoas ocupadas atingiu novamente o menor nível histórico.
⦁ A população desalentada (que desistiu de procurar emprego) também alcançou novo recorde – totalizou 5,8 milhões de pessoas – alta de 15,3% (771 mil pessoas) ante o trimestre finalizado em fevereiro e de 20% (966 mil pessoas) em relação o mesmo período de 2019.
⦁ O comércio liderou mais uma vez a perda de vagas de trabalho, 1,6 milhões em 3 meses, sendo seguido por alojamento de alimentação, com a perda de 1,1 milhão de postos.

 

Perspectivas para 2020

A flexibilização do isolamento social trouxe uma pequena melhora para economia brasileira, mas, as incertezas edificadas pela pandemia do coronavírus retardam a saída do país da recessão.

Muitos analistas acreditam que a taxa de desemprego poderá exceder o percentual de 15% até o final de 2020. Isto é, um aumento de 1,2 ponto percentual perante o último patamar quantificado (13,8%).

É importante evidenciar, que cada ponto percentual a mais na taxa de desemprego representa 1 milhão de pessoas desocupadas. Então, a população desocupada poderá atingir 14,5 milhões indivíduos.

A redução do auxilio emergencial de R$ 600 para R$ 300 deverá contribuir para efetivação deste cenário (alta do desemprego), porque, esta ajuda foi de extrema importância para a manutenção do consumo de muitas famílias durante a pandemia.

O referido corte acarretará incerteza financeira para um grande número de famílias brasileiras, assim, provocando a contenção do consumo, e a consequente queda de vendas no comércio e o aumento do desemprego.

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