Uso de GNV tem expansão em Minas

*Por Juliana Siqueira

Com o preço congelado pela Gasmig, o GNV proporciona economia significativa frente à gasolina e ao etanol | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo Dc

Em Minas Gerais, cada vez mais os motoristas optam pela utilização do gás natural veicular (GNV). Os números comprovam bem essa realidade, mostrando avanços significativos do fim de 2020 para o início deste ano.

De acordo com os dados que foram divulgados pela Companhia de Gás do Estado de Minas Gerais (Gasmig), nos quatro primeiros meses deste ano, 1.212 veículos foram convertidos para o combustível. Isso representa um incremento de 500% na comparação com o terceiro quadrimestre do ano passado.

Presidente da entidade, Pedro Magalhães destaca que o congelamento do preço do GNV foi um dos motivos que contribuíram para a alta do número de conversões ao combustível. Em março, a Gasmig anunciou o congelamento por um período de três meses, que vencerá no início de junho.

“Congelar o preço por um período grande dá uma confiança para o consumidor”, destaca ele, que afirma, ainda, que no próximo mês mais boas novidades poderão se fazer presentes.

Além disso, segundo Magalhães, a competitividade do GNV frente à gasolina e ao etanol, por exemplo, também contribuiu para alavancar os números. A entidade também salienta as campanhas de incentivo realizadas pela Gasmig para aumentar a utilização do combustível.

Nesse cenário, inclusive, de acordo com os dados da Gasmig, com R$ 50 é possível que um veículo rode 194 km usando o GNV. O número cai para 92 km no caso da gasolina e para 87 km no caso do etanol.

“Existe a questão da economia e também do meio ambiente. O GNV é menos poluente”, destaca Magalhães.

De acordo com a Gasmig, o GNV apresenta uma diminuição média de 20% nas emissões de CO2 em comparação ao diesel e à gasolina. Outra vantagem destacada pela entidade é o fato de o combustível não poder ser furtado e nem adulterado.

Expectativas para o GNV em Minas Gerais

O crescimento do número de veículos que utilizam o GNV não deve parar por aqui, segundo Magalhães. Ele salienta que as expectativas são muito positivas em relação ao que vem pela frente e que os avanços poderão vir em um ritmo até mais intenso do que o vivenciado agora.

“As expectativas são de que o crescimento continue nesse mesmo ritmo ou até mais. Vamos trabalhar para isso”, diz ele.

Além disso, em material enviado para a imprensa, a Gasmig destaca que “tem realizado um trabalho de recuperação da cadeia do GNV em Minas Gerais, por meio do Programa Acelera Minas com GNV, investindo na capacitação e infraestrutura das Oficinas Convertedoras parceiras, bem como na divulgação do ‘Produto GNV’. A Gasmig também está focando no estabelecimento de mais parcerias com associações de classe e entidades do setor de peças, combustíveis, entre outras”.

BR elabora plano de olho em transição energética

Rio de Janeiro – A BR Distribuidora planeja publicar, no início do segundo semestre, um planejamento estratégico de longo prazo, que trará mais clareza sobre qual será o papel da maior empresa de distribuição de combustíveis do Brasil no caminho da transição energética, disse o CEO da companhia.

Wilson Ferreira Jr., que assumiu a distribuidora há cerca de dois meses, disse que o novo plano foi uma demanda ouvida por ele de investidores e que a companhia precisa se posicionar de forma a captar oportunidades.

Ele ressaltou que a BR é hoje uma “empresa de combustíveis fósseis” e que tem a convicção de que a energia elétrica é o combustível do futuro.

Para Ferreira, ex-CEO da Eletrobras, é preciso considerar todas as oportunidades de negócios que deverão surgir a partir disso, considerando novas tendências de mobilidade, transição energética e mobilidade.

“Todas essas tendências emergentes vão impactar de alguma maneira, nós entendemos de forma positiva, potencializando oportunidades e vantagens competitivas da BR”, afirmou Ferreira, em conferência com analistas e investidores.

Para a realização do plano, a distribuidora contratou, há cerca de três semanas, a consultoria Boston Consulting Group (BCG), que terá um total de quatro meses para construir o seu trabalho.

Segundo Ferreira, os horizontes até 2030 e 2050 deverão ser contemplados no plano, seguindo aspectos internacionais para iniciativas ESG (ambiente, sustentabilidade e governança, na sigla em inglês).

Em alguns passos já recentes, mas que dão sinais de caminhos buscados pela companhia, a BR adquiriu recentemente a comercializadora de energia Targus e iniciou conversas com a Golar, adquirida pela New Fortress Energy, para uma possível parceria. (Reuters)
Leia mais: Diário do Comércio|Economia| 13/05/2021

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