Vendas do comércio varejista obtiveram alta de 0,6% em setembro, quinto mês consecutivo de crescimento

Por: Leonardo Faria Lima – Economista ACMinas

Em setembro, as vendas do comércio varejista apresentaram um modesto crescimento de 0,6% sobre o agosto – quinta alta consecutiva. No ano, o setor conseguiu zerar as perdas provocadas pela pandemia do coronavírus.

Perante setembro de 2019, o varejo obteve alta de 7,3% – quarta variação positiva seguida. Nos últimos 12 meses as vendas registraram avanço de 0,9%.

Além disso, no mês de agosto, o comércio varejista já tinha recuperado o nível pré-pandemia.

Na ótica do varejo ampliado, que abarca os segmentos de “veículos, motocicletas, partes e peças” e “material de construção”, a evolução registrada foi de 1,2% perante agosto e de 7,4% em relação ao mesmo período de 2019. No acumulado anual e dos últimos 12 meses ainda persiste recuo, 3,6% e 1,4% respectivamente.

A rápida recuperação do comércio é explicada por meio do Auxilio Emergencial e pela flexibilização do isolamento social – fatores que alavancaram as vendas. Contudo, para últimos meses de 2020, é projetada uma desaceleração no desempenho do setor – arrefecimento provocado pelo possível término dos programas governamentais de auxílio e pelo elevado desemprego.

Desempenho por segmento

Dos oito segmentos analisados pelo IBGE, apenas três obtiveram involução no de vendas em setembro. O destaque fica para a nova queda registrada na atividade de “hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo” – terceira involução consecutiva. A referida atividade foi uma das poucas que apresentaram desempenho positivo durante o isolamento social.

 

Vendas por unidade federativas

No mês de setembro, ocorreu crescimento nas vendas de 14 das 27 unidades de federativas do país, com destaque para os estados do Piauí (5,7%), São Paulo (2,1%) e Espirito Santos (1,8%). Os piores resultados foram observados no Maranhão (5,9%), Amapá (-5,5%) e Ceará (-4,4%).

O Estado de Minas Gerais apresentou um pequeno crescimento de 0,5%. Porém, em julho e agosto, Minas obteve forte alta no volume de venda – 2,7% e 6,5% respectivamente.

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