Vendas do Mercado Central devem saltar até 10% em dezembro

Fonte: Diário do Comércio

A administração do Mercado Central de Belo Horizonte prevê aumento entre 5% e 10% nas vendas de dezembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente da associação que administra o centro comercial, Geraldo Henrique Figueiredo Campos, o número esperado de visitantes/dia para o mês de dezembro é de 40 mil pessoas durante a semana e 65 mil nos finais de semana, totalizando aproximadamente um milhão e quatrocentos mil no mês.

O Mercado Central de Belo Horizonte recebe, em média, ao longo do ano, 30 mil pessoas por dia; aos sábados, o número sobe para 50 mil. “Somos o principal ponto turístico da cidade, de acordo com a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur).

Considerando toda a dificuldade enfrentada pelo País, podemos afirmar que o Mercado Central conseguiu superar as expectativas com muito trabalho e o empenho redobrado dos comerciantes e da Associação” avalia Campos.

Para ele, o centro de compras chega ao fim do ano com vigor e vitalidade mesmo em um cenário de crise. Segundo ele, 400 lojas funcionam hoje no Mercado, oferecendo um mix diversificado de produtos. “No Mercado encontra-se de tudo. Queijos, doces, cachaça, café, utensílios domésticos, artigos religiosos, carnes, legumes, frutas e verduras, artesanato, ração, bares e restaurantes, biscoitos, alimentos em geral, castanhas e frutas secas, pimentas e condimentos, produtos naturais, embalagens, flores. Não conseguiríamos esgotar rapidamente todo o leque de mercadorias ofertado”, ressalta.

Perspectivas – O presidente do Mercado também chama a atenção para os planos da administração para 2018, que inclui a implantação do maior projeto do Brasil de climatização evaporativa. “Ele vai propiciar conforto aos nossos clientes”, comenta o presidente, que promete também dar continuidade ao “Cozinha Escola Mineiraria no Mercado Central”, programa que oferece aulas gratuitas de culinária com curadoria do Centro Universitário UNA e patrocínio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

“Nosso principal desafio é modernizar sem perder a tradição. O que temos conseguido com sucesso”, avalia. O projeto de climatização ainda não tem data para ser efetivado e a administração não informou o valor que será investido.

Vendas aquecidas – Os comerciantes do Mercado Central também estão animados. Heraldo Nelson Silveira, da Loja do Heraldo, dono há 15 anos de uma loja de vidros e rolhas no mercado, estima um crescimento nas vendas entre 8% e 10% em relação a dezembro do ano passado.”O movimento começou a aumentar desde o dia 10, com as vendas de garrafas e potes no atacado para o Brasil inteiro. A partir de dezembro, as vendas se voltam mais para o varejo. Mas estou confiante que serão melhores do que no ano passado”, diz.

O comerciante chega a vender, por ano, 2,5 mil rolhas de cortiça, sendo que, no final do ano, o volume comercializado do item dobra em relação aos outros meses do ano. “É engraçado vender tanta rolha. Mas aqui na loja ela é o carro-chefe das vendas. As pessoas procuram para tampar garrafas de bebida, de mel, de manteiga”, explica. Silveira espera um movimento de 5 mil pessoas no próximo mês, com uma média de atendimento/dia de 160 consumidores.

Instalada no Mercado Central há 32 anos, o Café Dois Irmãos vende, em média, 1,5 mil cafezinhos somente aos sábados e domingos. Segundo o dono do estabelecimento Sidney Gonçalves de Castro Filho, o mês de dezembro é o melhor do ano em termos de consumo e movimento. O comerciante revela que vai fechar o ano com um volume total de vendas 20% maior na comparação do ano passado. “Julho deste ano já superou as vendas de dezembro do ano passado”, conta animado. Segundo ele, a expectativa, só para o mês de dezembro, é de um aumento de 40% nas vendas.

A tradicional cafeteria, além do cafezinho clássico, oferece espresso e capuccino e, de acompanhamento, pão de queijo e as famosas broinhas de fubá de canjica, carro-chefe na casa. Para se ter uma ideia, Castro Filho diz que são vendidas cerca de 700 broinhas por dia no e a tendência, completa o comerciante, é de vender 25% a mais neste fim de ano. “Nessa época tenho que fazer o pedido delas com antecedência, porque são produzidas artesanalmente. Elas fazem mais sucesso do que o pão de queijo. Na loja, ele é o terceiro produto consumido, perde até para o biscoito de polvilho assado”, revela.

Dono da Loja do Itamar, que há 34 anos vende queijos e doces no Mercado Central, Rodrigo Gomes de Oliveira estima um crescimento entre 5% e 7% no volume de vendas no mês do Natal. Para isso, conta com uma clientela fiel que, apesar da crise, não deixa de comprar seus produtos. O comerciante revela que chega a vender, por ano, algo em torno de 3 mil quilos de queijo do tipo Canastra. “Não posso reclamar. Meus clientes diminuíram um pouco o gasto, mas não deixam de comprar. Nesse aspecto, a crise não me afetou tanto”, afirma.

Animado e confiante no aquecimento das vendas com a proximidade do Natal e Réveillon – embora também acredite que o comércio em outros anos já esteve bem melhor do que atualmente -, ele reclama da concorrência que enfrenta, com as cerca de 60 lojas do mesmo ramo que atuam hoje dentro do Mercado. Mas, mesmo assim, diz que não deixa a peteca cair. “A partir do dia 20 de dezembro, o movimento melhora muito, chegamos a atender na loja cerca de 1,5 mil clientes por dia, só nos finais de semana”, comemora.

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