
O Brasil é 5º maior País em extensão territorial, além de concentrar a 6º maior população do planeta. Tem um alto grau de urbanização, com 85% de seus habitantes vivendo em áreas urbanas. Ademais, o Brasil é a 9ª maior econômia do mundo, a frente de importantes países tais como o Canadá e a Rússia. Em termos de investimentos estrangeiros, o País está no Top 20 das economias percebidas como mais potenciais para investimentos. Em 2022, foi o 5º maior destino de investimentos diretos estrangeiros, somando US$ 86 bilhões, o equivalente a R$ 444 bilhões.
Nesse contexto, o estado de Minas Gerais está localizado na Região Sudeste do Brasil, considerada a principal área econômica do País, com a maior parcela de população, assim como a maior participação na geração do PIB nacional, produção industrial e comércio internacional brasileiro. Também compõem essa região os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo. Como pode-se observar no mapa a seguir:

Nessa região, estão concentrados aproximadamente 64,4% do PIB brasileiro, assim como 52% da população brasileira.
Nessa direção, Minas Gerais faz fronteira com 6 outros estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, onde está sediada a Capital do Brasil: Brasília. Em conjunto, o mercado consumidor de Minas Gerais e os mercados de seus estados vizinhos somam 61% do mercado consumidor brasileiro.
Portanto, quando se considera a abrangência de negócios do estado, no contexto brasileiro, é seguro dizer que Minas Gerais está solidamente localizado no principal mercado consumidor do Brasil.
Para fins de exemplificação, quando consideramos as distâncias da Capital mineira, Belo Horizonte, em relação às demais capitais da região Sudeste do Brasil e de Brasília, temos o seguinte panorama:
- São Paulo, 582 km de Belo Horizonte.
- Rio de Janeiro, 444 km de Belo Horizonte.
- Vitória, 527 km de Belo Horizonte.
- Brasília, 737 km de Belo Horizonte.
Todas essas capitais estão a, no máximo, 1h10 de voo de Belo Horizonte. Esse cenário fica ainda mais interessante quando consideramos as dimensões territoriais do estado de Minas Gerais, que soma uma extensão territorial de 586 mil km², o que torna o estado maior do que grandes países tais como Espanha e França, assim como maior que o território de 70% dos países da América Latina.
Diante do exposto, é evidente que Minas Gerais tem a localização mais estratégica no contexto brasileiro em diversos aspectos, como comercial (tanto nacional quanto internacional), logístico e produtivo. Isso se dá porque Minas ocupa a posição de “elo” dos estados do Sul com os do Norte, assim como na perspectiva Leste-Oeste. Essa percepção é importante em razão da quantidade de estados brasileiros que estão no interior do País e que, portanto, necessitam fortemente das capacidades infraestruturais de seus estados vizinhos, principalmente quando se refere a comércio internacional. E, nesse sentido, Minas Gerais é um desses provedores de facilidades logísticas e de negócios.
Corrobora esse cenário o fato de o estado concentrar a segunda maior extensão ferroviária do País, com mais de 5 mil km de ferrovias instaladas. Da mesma forma, tem a maior extensão de rodovias pavimentadas do Brasil com mais de 29 mil km instalados. Minas Gerais também concentra uma das melhores infraestruturas aduaneiras do País, mesmo não tendo acesso direto ao mar. Estão instalados no estado seis estruturas aduaneiras de grande porte, conhecidas como Portos Secos, que agem como “pulmões” no sentido de “desafogar” o grande volume do trâmite aduaneiro dos portos que estão nos litorais dos demais estados da Região Sudeste. Veja mais detalhes no capítulo Infraestrutura Logística de Transporte.
Dado essa conjuntura, o estado de Minas Gerais é a terceira maior economia do País, considerando-se o valor do PIB. Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado alcançou R$ 1,02 trilhão pela primeira vez, um marco econômico histórico. Esse valor, em dólares, considerando-se a cotação do ano corrente (2023), seria o equivalente a US$ 179 bilhões, o que tornaria a economia do estado maior do que economias de países como Marrocos, Tunísia, Jordânia, Sérvia, Omã, Croácia, Bolívia, dentre outros.

Nos resultados de 2023, o PIB mineiro consolidou uma alta de crescimento desde o arrefecimento do período da Pandemia da COVID-19. O aumento observado foi de 3,1% em comparação a 2022, que também já havia crescido 3,5% em relação a 2021. E esse também havia crescido 5,1% em relação a 2020.
O desempenho econômico mineiro foi inclusive superior ao desempenho brasileiro. Conforme pode-se observar no gráfico a seguir elaborado pela Federação das Indústrias do estado de Minas Gerais (FIEMG):

O cenário de crescimento do PIB de Minas Gerais, nos últimos cinco anos, apresentou a seguinte perspectiva:

Após o forte impacto econômico da Pandemia da COVD-19, o estado de Minas Gerais apresentou uma rápida recuperação e manteve um cenário de crescimento sustentado nos últimos anos, evidenciando a robustez da economia mineira e a sua importância na composição geral da economia brasileira.

Nesse sentido, é importante destacar que além da terceira posição em valores gerais do PIB, quando comparado aos demais estados brasileiros, Minas Gerais é também o terceiro estado com maior participação no Valor Adicionado Bruto (VBA) da indústria brasileira, com um montante na ordem de R$ 259 bilhões, o equivalente a 13% do valor nacional, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria. Considerando-se os aspectos de diversidade da indústria e robustez produtiva, o estado é o 2º maior parque industrial do País, concentrando 12% da indústria nacional, assim como é também o segundo maior parque industrial da indústria da transformação do País.

Ainda em relação à indústria, Minas Gerais tem a 2ª maior concentração de estabelecimentos industriais do País com um somatório de 75.653 unidades, conforme pode-se ver no gráfico a seguir:

Englobando todo o espectro empresarial do estado, Minas Gerais iniciou o ano de 2024 com um número total de empresas na ordem de 2.345.678. O crescimento da abertura de novos empreendimentos no estado tem ocorrido exponencialmente desde o fim da Pandemia, com uma expansão sustentada do empreendedorismo e investimentos, refletindo o ambiente de negócios favorável e o potencial de mercado que o estado oferece. A seguir, é possível perceber o crescimento nos últimos anos:

Esse cenário evidencia a ampla capacidade produtiva que o estado detém e o seu grande peso econômico no contexto brasileiro em todas as nuances econômicas: investimentos, comércio nacional e internacional, geração de emprego, geração de tributos, influência política, participação na renda nacional, dentre outros fatores.

- Microempresas (até 9 empregados): 75,7% do total.
- Pequenas empresas (de 10 a 49 empregados): 19,4% do total.
- Médias empresas (de 50 a 249 empregados): 3,9% do total.
- Grandes empresas (mais de 250 empregados): 1% do total.
Quando observado sob a perspectiva de empregabilidade por cada faixa de porte da base empresarial, temos a seguinte perspectiva na alocação da mão de obra de Minas Gerais:

Tendo em vista a grande reserva de mão de obra que o estado tem, é importante destacar alguns aspectos relevantes que a caracterizam como formalidade do emprego, valor salarial médio, distribuição etária e de gênero, assim como o nível de escolaridade.
Até o começo de 2024, o número de trabalhadores formais no estado de Minas Gerais era de 4,6 milhões. Esses estão distribuídos da seguinte forma, em termos de atividade econômica:

Em termos de remuneração, salário médio, quando comparado com os demais estados da Região Sudeste, temos a seguinte perspectiva:
Em termos de realização de investimentos, Minas Gerais apresenta um cenário positivo em termos de custos baixos para contratação de mão de obra quando comparado aos estados vizinhos.
Quando se considera, então, o perfil do estoque de mão de obra, somam-se outros fatores relevantes para o potencial de negócios e investimentos no estado, como uma mão de obra formal majoritariamente jovem e também alinhada à média nacional de representatividade de gênero, como se pode ver nos gráficos a seguir:


Soma-se, a esse cenário, a crescente qualificação da mão de obra mineira, que hoje já concentra um número de trabalhadores com ensino médio completo e graduação substancialmente maior do que as parcelas de trabalhadores que ainda estão em etapas mais basilares de educação formal. Conforme se observa no gráfico a seguir:

Esse cenário a respeito do perfil da mão de obra formal de Minas Gerais reflete outras relevantes nuances do potencial do estado como um território de contínuo crescimento e desenvolvimento econômico. Um exemplo disso é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) observado no estado. Nos últimos anos, esse apresentou contínuo aprimoramento, e atualmente o IDH do estado é de 0,774, um percentual que o coloca numa escala de alto desenvolvimento em nível global, de acordo com a classificação das Nações Unidas. Sendo assim, no contexto brasileiro, Minas Gerais ocupa a 4ª posição de melhor pontuação, atrás somente do Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina.


O alto IDH de Minas Gerais é bastante relevante, principalmente quando se leva em consideração que o estado concentra a 2ª maior população do Brasil, com quase 22 milhões de habitantes. Nesse sentido, no território estadual, estão concentrados 853 municípios, o maior número do Brasil. A taxa de densidade demográfica, portanto, é de 35 habitantes por metro quadrado.

Diante desse cenário, os 10 municípios mais populosos de Minas Gerais são:
- Belo Horizonte (capital): 2.315.560 habitantes
- Uberlândia: 713.232 habitantes.
- Contagem: 621.865.
- Juiz de Fora: 540.756.
- Montes Claros: 414.240.
- Betim: 411.859.
- Uberaba: 337.846.
- Ribeirão das Neves: 329.794.
- Governador Valadares: 257.172.
- Divinópolis: 231.091.
Diante do exposto, fica evidente o alto potencial econômico que Minas Gerais tem e a grande capacidade do estado em ser um motor de desenvolvimento que traz reverberações positivas para todo o cenário brasileiro. Corroborando essa compreensão a respeito das potencialidades de negócios, Minas Gerais, ao longo dos últimos anos, se tornou um dos principais estados brasileiros receptores de investimentos diretos estrangeiros e nacionais, com um desempenho formidável na perspectiva de instalação de novas empresas, estruturação de novos negócios e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Nesse sentido, de acordo com dados disponibilizados pela agência de investimentos do Governo de Minas Gerais, no período que compreende de 2019 a março de 2024, os investimentos já somam R$ 409,4 bilhões, um recorde absoluto na história econômica do estado. Temos a seguinte perspectiva de evolução dos investimentos no estado, nos últimos anos:

A seguir, tem-se algumas empresas internacionais que já estão presentes no estado, tornando-o um case de sucesso brasileiro na atração de empresas globais:

Fonte: Invest Minas, 2024.




