INFRAESTRUTURA, O ALICERCE DO ESTADO PARA EXPANSÃO GLOBAL

A infraestrutura de um estado é a base essencial para impulsionar seu desenvolvimento econômico e promover a sua integração, bem como projeção, no cenário internacional. Em Minas Gerais, a infraestrutura mineira tem se destacado como um fator chave na atração de investimentos internacionais, o qual cria um ambiente oportuno para o aumento da competitividade de mercado e inovação nas cadeias produtivas, ao passo em que se amplia o acesso a novos mercados.

Dessa forma, o capítulo “Infraestrutura, o Alicerce do Estado para Expansão Global” aborda as estruturas de transporte, energia, tecnologia, indústria e logística – em especial, a aduaneira – presentes no estado, as quais se consolidam como função estratégica de Minas Gerais no contexto nacional e internacional, enquanto “coração do Brasil”. Ou seja, trata-se de um dos estados mais importantes do País, em dimensão territorial, relevância econômica e industrial, combinada à rica história cultural.

Infraestrutura de Transporte – Conectando Minas ao Mundo

 

Minas Gerais se destaca por sediar uma das maiores redes de transporte mais amplas e diversificadas do Brasil, as quais abrangem o rodoviário, ferroviário e aéreo. Essa integração é fundamental para facilitar o escoamento de produtos, impulsionar o turismo e atrair novos investimentos. A eficiência dessa infraestrutura é a chave para o envio e recebimento de mercadorias, bem como para o deslocamento de pessoas, tanto para atender às demandas do mercado interno quanto para viabilizar exportações. A conectividade proporcionada pelo sistema multimodal de transporte no estado, como sabido, é uma das peças da engrenagem que impulsiona o desenvolvimento do estado.

Dentre os principais componentes dessa infraestrutura, destacam-se:

  1. Rodovias

Minas Gerais detém a maior rede rodoviária do País, com uma extensão superior a 270 mil quilômetros, dos quais cerca de 33 mil são asfaltados. Essa infraestrutura viária é fundamental para a logística e a conexão entre regiões e a integração econômica do estado, sendo um dos elementos-chave que atraem investidores tanto do Brasil quanto do exterior.

O território mineiro está localizado no centro geográfico do Brasil, limitando-se a outros sete estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A posição estratégica de Minas Gerais o coloca como um elo entre as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste do País.

A extensa rede rodoviária do estado facilita a ligação entre importantes centros industriais, comerciais e agrícolas, que garantem o transporte de bens e mercadorias tanto para o mercado doméstico, quanto para os principais portos de exportação, tais como o Porto de Santos, em São Paulo, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e o Porto de Vitória, no Espírito Santo.

A “espinha dorsal” do transporte terrestre em Minas Gerais

 

Pode-se mencionar algumas das rodovias mais relevantes do Brasil, as quais passam por Minas Gerais:

  • BR-381 (Rodovia Fernão Dias): liga a Capital mineira, Belo Horizonte, à cidade de São Paulo, sendo um dos principais corredores de escoamento de produtos entre os dois estados mais industrializados do País.
  • BR-040: conecta Brasília a Belo Horizonte e se estende até o Rio de Janeiro, integrando a Capital de Minas Gerais a importantes polos administrativos e portuários.
  • BR-116 (Rio-Bahia): uma das maiores rodovias nacionais, corta Minas Gerais e une as regiões Sudeste e Nordeste, facilitando o tráfego de cargas e passageiros entre os estados.
  • BR-262: liga o Espírito Santo a Minas Gerais e ao Mato Grosso do Sul, atravessando o estado e contribui para o transporte de bens agrícolas e minerais para outras regiões do País.
  • MG-050: liga o Triângulo Mineiro ao interior de São Paulo, facilitando o escoamento de commodities agrícolas.

Cabe mencionar que a gestão governamental estadual (2023-2026) tem implementado políticas públicas para melhorar a infraestrutura rodoviária, com foco no asfaltamento de estradas e na modernização de rodovias estaduais, incluindo o transporte em regiões de difícil acesso. Tais políticas investem em pontes, viadutos e pavimentação de estradas. O objetivo é otimizar o tempo de deslocamento e os custos logísticos para produtores rurais e empresas, que já contemplou 300 (trezentos) municípios mineiros, dos 853 pertencentes ao estado.

  1. Modal ferroviário

Minas Gerais é o estado com a maior malha ferroviária do País, com a extensão das linhas férreas somando aproximadamente 5 mil quilômetros e interligando mais de 170 municípios, o equivalente a 17% da malha ferroviária nacional, de acordo com dados do Governo de Minas Gerais. As ferrovias já estão presentes no estado desde o século XIX, quando a primeira extensão férrea foi inaugurada.

 

O uso do modal ferroviário em Minas Gerais está majoritariamente vinculado ao escoamento e abastecimento produtivo-industrial, principalmente nos setores do Agronegócio e Mineração. De acordo com dados da Agência de Atração de Investimentos do Governo de Minas (Invest Minas), a carga transportada pela malha ferroviária em toneladas úteis (TU) e a produção TKU (toneladas úteis transportadas por quilômetro), que tem o estado de Minas Gerais como origem ou destino, representam, respectivamente, 42% e 31% do total nacional. Esses dados ilustram como o estado é o coração da indústria ferroviária do Brasil.

 

Corroboram com este cenário, o fato de Minas Gerais ser o único estado brasileiro produtor de locomotivas, muito em razão também de ser o estado que concentra a maior indústria metalúrgica do País e o segundo maior fabricante de produtos de metal (Invest Minas, 2024).

São exemplos de empresas de destaque, na indústria ferroviária no estado, as seguintes empresas:

Todo esse ambiente favorável à indústria ferroviária fez de Minas Gerais o hub das maiores concessionárias de ferrovias do País. Da mesma forma, fez do estado um polo para atração de investimentos no setor, sendo previstos investimentos na ordem de mais de R$ 85,6 bilhões, nos próximos anos.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), destacam-se as seguintes ferrovias no estado de Minas Gerais:

A distribuição geográfica dessas ferrovias apresenta o seguinte cenário:

  1. Modal aéreo

 

Minas Gerais tem uma substancial infraestrutura no modal aéreo, com diversos aeroportos de pequeno e médio porte operacionais em toda a extensão territorial do estado. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que faz o controle das pistas operacionais legais em todo o País, em Minas Gerais, existem 67 aeródromos, que estão sob controle público, e 184 aeródromos privados registrados.

O estado de Minas Gerais tem feito um esforço substancial no fortalecimento da conectividade aérea do estado, tanto em termos regionais, quanto nacionais e internacionais. O governo estadual já investiu mais de R$ 16 milhões, nos últimos anos, na modernização de aeroportos regionais, e estão previstos outros R$ 185 milhões de investimentos do próprio governo federal nos próximos anos.

Atualmente, o estado conta com 14 voos regionais internos, interligando as principais cidades e polos econômicos do estado entre si e também com a Capital, Belo Horizonte. Também conta com oito voos internacionais abrangendo América do Norte, América Central e Europa.

Considerando o valor RPK (Revenue Passenger Kilometers), indicador que mede a quantidade de passageiros pagantes transportados por quilômetro quadrado, estes são os quinze principais aeroportos presentes no estado, em 2024:

Dentre os aeroportos mineiros, destaca-se o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, Região Metropolitana de Belo Horizonte, que é o principal aeroporto internacional do estado. Com capacidade para receber grandes aeronaves, é um hub logístico importante para o transporte aéreo de passageiros, e conta com uma estrutura especializada em logística de cargas. Com um terminal de cargas equipado para movimentação rápida e eficiente, Confins é essencial para o transporte de produtos perecíveis, eletrônicos e medicamentos. Aeroportos regionais, tais como os de Uberlândia e Montes Claros, complementam a infraestrutura, garantindo maior alcance e integração entre as regiões.

  1. Infraestrutura Energética – Sustentabilidade e Capacidade

Minas Gerais é um dos líderes nacionais em geração de energia, com uma matriz diversificada que inclui fontes hidrelétricas, solares, eólicas, termelétricas e biomassa. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), existem no estado mais de 1.678 empreendimentos geradores de energia, sendo 894 desses já em operação.

Essa capacidade energética é um atrativo para indústrias de alto consumo, tais como a Siderurgia e a Mineração. Também, a matriz energética do estado é majoritariamente sustentável, garantindo fornecimento contínuo e confiável de energia para seus diversos setores econômicos, com alta sustentabilidade e baixo impacto ambiental. Além disso, Minas Gerais é um dos maiores produtores de energia do Brasil, no geral, se destacando como o maior gerador nacional de energia solar.

 

Destaque na Energia Solar-Fotovoltaica

Nos últimos anos, a fonte energética que mais recebeu investimentos e cresceu em Minas Gerais foi a solar fotovoltaica. De acordo com dados do Governo de Minas Gerais, somente nos últimos 5 anos, foram atraídos R$ 80,6 bilhões de investimentos no setor. Reflexo disso foi que, em 2024, o estado atingiu 10 GW de potência fiscalizada em energia solar fotovoltaica.

Com o resultado, Minas mantém a liderança no ranking nacional em geração centralizada, representando cerca de 36,4% da produção brasileira. Desde o programa (Sol de Minas), criado em 2019, foram acrescentados 9,42 GW de potência fotovoltaica, ou seja, um crescimento de 1.600%. Além disso, os investimentos privados em energia solar saltaram de R$ 6,9 bilhões e 371 empregos, para R$ 76,5 bilhões e quase 7 mil empregos no mesmo intervalo (Governo de Minas Gerais, 2024).

Atualmente, a geração energética desse setor, em Minas Gerais, em termos de capacidade instalada, é maior do que a de 150 países que também utilizam essa fonte energética.

O estado de Minas Gerais concentra uma série de fatores muito potenciais no fomento à geração de energia a partir dessa fonte, quais sejam: fortes incentivos governamentais, como o programa do governo estadual chamado “Sol de Minas”, que tem uma abordagem muito voltada a descarbonização da matriz energética e o fortalecimento das energias renováveis na economia do estado.

Nesse mesmo programa, estão disponíveis linhas de crédito especiais para investidores no setor, disponibilizadas nos bancos de desenvolvimento presentes no estado, além de incentivos fiscais como isenção de impostos de importação sobre equipamentos utilizados no setor.

Também, o estado tem condições topográficas, climáticas e de incidência solar extremamente favoráveis para esse setor, contribuindo para o grande potencial percebido pelos investidores.

Considerando-se todo o espectro de fontes da matriz energética de Minas Gerais, estas são as principais empresas do setor energético do estado:

  1. Infraestrutura Industrial: Diversificação e Competitividade**

Diante do cenário já exposto das potencialidades infraestruturais instaladas no estado, cabem destacar outras importantes ferramentas que o estado tem para dar suporte ao desenvolvimento e fomento industrial.

Minas Gerais se destaca como o segundo principal polo industrial do Brasil, com uma diversificada base industrial que abrange a mineração, a fabricação de veículos e produtos de alta tecnologia e a produção de alimentos.

Nesse sentido, é importante destacar algumas importantes ferramentas de apoio ao fortalecimento da infraestrutura industrial do estado, que têm sido desenvolvidas nos últimos anos.

Distribuição de Gás Natural para a Indústria

 A distribuição de gás natural no estado de Minas Gerais é de responsabilidade da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), que tem direitos de concessão para tal e está sob controle indireto do Estado de Minas Gerais. Nos últimos anos, a Gasmig atingiu a marca de 82.582 clientes, distribuídos em 46 municípios do estado (Gasmig, 2024), sendo:

  • 102 indústrias de grande e médio porte.
  • 201 pequenas indústrias e estabelecimentos comerciais e de serviços.
  • 62 postos de revenda de Gás Natural Veicular (GNV).
  • 5 empresas de distribuição de Gás Natural Comprimido Industrial (GNCI).
  • 2 empresas distribuidoras de Gás Natural Comprimido Veicular (GNCV).
  • 7 empresas do segmento de cogeração, geração e climatização.
  • 201 unidades residenciais ligadas.
  • 2 usinas termelétricas.

Também, de acordo com a Gasmig, a Companhia conta com mais de 1,5 mil km de rede instalada, e distribuiu 1,1 bilhões de m³ de gás natural (2022). A distribuição prove atendimento a municípios que representam, hoje, aproximadamente 60% do PIB do Estado. Foram investidos mais de R$ 1 bilhão, nos últimos anos, e estão previstos, nos próximos anos, o aporte de mais R$ 800 milhões, expandindo a rede de distribuição da companhia para a região centro-oeste do estado, atendendo um grande polo industrial distribuído em diversas cidades. A expectativa é que essa estruturação crie as condições de que essas indústrias se expandam e gerem até 15 mil novos empregos (Gasmig; Governo de Minas, 2024).

A companhia ainda ressalta que: “de acordo com projeções da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a demanda por gás natural deve atingir um volume de 126 milhões de m³/dia em 2032”, sendo este um dos combustíveis com maior crescimento de participação na matriz energética brasileira (Gasmig, 2024).

Distritos Industriais

Constitui parte fundamental das políticas municipais de desenvolvimento econômico dos principais polos de Minas Gerais, áreas denominadas distritos industriais. Essas são destinadas à instalação de empresas e indústrias, que passam a contar com uma série de incentivos que podem ser de ordem fiscal e tributária, acesso a crédito, mão de obra qualificada, área livre para instalação e construção das plantas, e também outras ferramentas de fomento e desenvolvimento.

A maioria das cidades de grande e médio porte do estado tem essas áreas especiais, assim como cidades menores, as quais têm políticas de desenvolvimento econômico ativas e buscam investimentos externos.

O principal órgão responsável por essa política, em Minas Gerais, que presta auxílio técnico às Prefeituras na estruturação dos distritos é a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), que é uma empresa estatal pertencente ao Governo de Minas Gerais.

De acordo com a companhia, sua atuação em relação aos distritos industriais está pautada nos seguintes pontos:

  • comercialização dos terrenos das áreas localizadas nesses distritos;
  • gestão dos contratos vigentes referentes aos lotes nessas áreas;
  • apoio às Prefeituras na implantação de novos distritos industriais.

Esse apoio ocorre por meio da elaboração de projetos e estudos orçamentários. As obras de implantação de novos distritos são de responsabilidade das Prefeituras municipais.

Arranjos Produtivos Locais – Clusters Produtivos

 Uma importante característica da organização econômica do estado de Minas Gerais, é a concentração de determinadas indústrias e atividades econômicas em regiões específicas do estado, formando verdadeiros clusters produtivos de grande escala, que são chamados de Arranjos Produtivos Locais (APL).

Essa á uma política econômica que é apoiada fortemente pelos Governos Estaduais e Municipais, por possibilitarem ganhos econômicos, em escala, em termos de empregabilidade e geração de renda, além do adensamento das cadeias produtivas correlatas.

São outras importantes características dos APLs (Governo de Minas Gerais, 2024):

  • Desenvolvimento de ferramentas para a diversificação econômica. ​
  • Ampliação da capacidade de produção de tecnologia aplicável para todo um setor. ​
  • Aumento significativo de oportunidades de negócios em todo o estado. ​
  • Fortalecimento, pelo associativismo, do poder de negociação favorecendo compras conjuntas e ampliando a lucratividade e desenvolvimento local.

Existem, atualmente, em Minas Gerais, 72 clusters produtivos em Minas Gerais, distribuídos em 339 cidades, e que juntos concentram 96 mil empresas e geram 268 mil empregos diretos (Governo de Minas Gerais, 2024).

 

  1. Infraestrutura para Comércio Internacional – Conexão com o Mundo

Minas Gerais é o segundo principal player do comércio internacional brasileiro, mesmo não estando na costa brasileira e sendo um estado localizado no interior do País. As exportações do estado historicamente participam com uma média entre 12% e 15% do total nacional; e, nas importações, algo em torno de 5% a 8%. Nesse sentido, o estado tem uma relevante infraestrutura que se aproxima das operações de comércio exterior, dando suporte à movimentação de cargas com origem e destino internacional.

Em Minas Gerais, o principal exemplo dessa infraestrutura são os recintos aduaneiros. Esses são espaços, divididos em zona primária e secundária, em que ocorrem o controle e a regulamentação de transações comerciais internacionais. A zona primária, restrita a portos e aeroportos, permite a entrada e saída de mercadorias do País; por outro lado, a zona secundária engloba o restante do território nacional. Portos Secos, Estações Aduaneiras de Interior (EADI) e Centros de Logística Integrada Aduaneira (CLIA) são estruturas aduaneiras da zona secundária. Esses recintos atuam como entrepostos aduaneiros. Isto é, são como extensões de portos marítimos, aeroportos e fronteiras terrestres, permitindo que operações de importação e exportação, incluindo inspeção, armazenagem e desembaraço aduaneiro, sejam realizadas longe desses pontos principais. A responsabilidade pelo controle aduaneiro, nessas áreas, é da Receita Federal do Brasil (RFB).

Em Minas Gerais, existem, ao total, 14 recintos aduaneiros, sendo:

  • 1 aeroporto internacional – localizado em Confins, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
  • 4 centros logísticos e industriais aduaneiros (Clias), localizados nas cidades de Betim, Pouso Alegre, Uberlândia e Varginha.
  • 2 portos secos: o Porto Seco do Triângulo, localizado na cidade de Uberaba, e o Porto Seco Multiterminais, localizado na cidade de Juiz de Fora.
  • 2 terminais de cargas (TECA) localizados no aeroporto de Confins e no aeroporto da cidade de Goianá.
  • 4 redex (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação) localizados nas cidades de Contagem, Guaxupé, Machado e Poços de Caldas.
  • 1 zona de processamento de exportação (ZPE) em Uberaba.

 Aeroporto-indústria

 O primeiro aeroporto com fins industriais do Brasil está localizado em Minas Gerais, nas imediações do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, Região Metropolitana da Capital.

O aeroporto-indústria é planejado para ser um hub multimodal e também multisetorial, com uma área total de 750 mil m², capaz de hospedar até 250 empresas. Também, tem um terminal de cargas com 12 mil m² e capacidade atual de carga de 70 toneladas/ano reconhecido pela Anvisa pelas boas práticas de armazenagem de cargas especiais, como as de ciências da vida (Invest Minas, 2024).

O aeroporto-indústria conta com uma série de benefícios tributários e fiscais federais e também estaduais, além do extraordinário ganho logístico.

  1. Infraestrutura Tecnológica – Inovação e Desenvolvimento

Minas Gerais tem se consolidado como um polo de inovação e tecnologia, com um ecossistema que integra empresas, universidades e centros de pesquisa. A infraestrutura tecnológica de Minas Gerais é robusta e em constante evolução, promovendo a inovação e o desenvolvimento de novos negócios. O avanço tecnológico em Minas Gerais é sustentado por uma infraestrutura robusta e iniciativas inovadoras.

É importante destacar que Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de universidades federais, são 11 no total, com campi distribuídos em todo o território do estado. Também, é o estado que concentra o maior número de Institutos Federais de Pesquisa, 5 no total, que também contam com diversos campi distribuídos estrategicamente em todo o estado, além do grande número de universidades privadas de alta qualidade e aproveitamento. Essa estrutura robusta de pesquisa acadêmica e científica, que soma aproximadamente 61 instituições, garante uma formação contínua de mão de obra qualificada para a economia do estado.

Já os parques tecnológicos são outra importante ferramenta de fomento à pesquisa e desenvolvimento do estado.

Parques tecnológicos

Os parques tecnológicos são centros de excelência que reúnem empresas, universidades e instituições de pesquisa para fomentar a inovação, pesquisa e desenvolvimento econômico.

Em Minas Gerais, os parques tecnológicos estão intimamente ligados aos centros de pesquisa acadêmica e concentram programas e iniciativas de destaque do estado em termos de aceleração de startups, constituição de empresas de base tecnológica e desenvolvimento de novas tecnologias. Também, os parques têm recebido importantes investimentos da iniciativa privada, uma vez que as empresas mineiras têm percebido a importância e potencial que seus centros de P&D podem usufruir ao estar ancorados nesses espaços.

Uma característica muito interessante dos parques tecnológicos mineiros são as proximidades que eles têm com setores econômicos que estão na sua área de atuação. Essa proximidade se dá principalmente por causa da instituição de ensino superior que atua como âncora do parque, o qual, geralmente, tem maior aderência ou proximidade com um determinado setor produtivo, tal como o agronegócio, por exemplo.

Existem, atualmente, em Minas Gerais, oito parques tecnológicos. São eles: Parque Tecnológico de Viçosa; Parque Tecnológico de Santa Rita do Sapucaí; Parque Tecnológico de Lavras; Parque Tecnológico de Uberlândia; Parque Tecnológico de Uberaba; Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH Tech); Parque Tecnológico de Itajubá e Parque Tecnológico de Juiz de Fora.

Minas Gerais – Sólidas bases infraestruturais que dão suporte ao desenvolvimento econômico

A infraestrutura de Minas Gerais é um dos principais fatores que contribuem para a sua competitividade no cenário global. Com uma rede de transporte multimodal, uma matriz energética diversificada e sustentável, um ecossistema tecnológico inovador, um parque industrial robusto e uma logística eficiente, o estado está bem posicionado para atrair investimentos e expandir sua presença internacional. O contínuo investimento em infraestrutura, aliado a políticas públicas eficazes, é essencial para manter essa vantagem competitiva e garantir o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais.

A infraestrutura de Minas Gerais é um pilar para o desenvolvimento econômico e a expansão global das empresas. Com uma rede de transporte eficiente, uma matriz energética diversificada, avanços tecnológicos, uma base industrial sólida e uma logística bem estruturada, o estado está preparado para enfrentar os desafios do mercado global e atrair novos investimentos.

Com investimentos contínuos e planejamento integrado, o estado se posiciona como um hub competitivo e inovador para empresas que buscam acessar mercados internacionais. Minas Gerais não apenas sustenta seu crescimento econômico, mas também se consolida como um parceiro estratégico no cenário nacional e global.

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