MINAS GERAIS EM MOVIMENTO: RIQUEZA REGIONAL E O MAR DE OPORTUNIDADES

Minas Gerais é um estado com dimensão territorial semelhante à Espanha e à França, no qual se encontram 853 municípios e uma população superior a 20 milhões de habitantes. Conforme apresentado nos capítulos anteriores, apresenta impressionantes recursos naturais, culturas e dinamicidade econômica, o que o transformou em síntese do que é o Brasil, que também explica o motivo pelo qual é considerado o coração do Brasil. Estas características o tornaram mais promissor para destino de investimentos e fomento às relações comerciais na América Latina, desviando de destinos tradicionalmente mais buscados, como os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 A diversidade regional de Minas Gerais é a pedra fundamental, a grande força motriz do estado. Cada mesorregião tem particularidades econômicas, derivadas da construção histórica, social, geográfica, de infraestruturas, recursos e cadeias produtivas próprias, o que amplia as vocações econômicas locais, pela mineração e agropecuária, que são o alicerce do comércio internacional de Minas Gerais e, da mesma forma, encontra-se altas tecnologias, energias renováveis, indústria criativa e economia circular, além de serviços sofisticados, abrilhantados pela jeito especial de ser dos habitantes que movimentam o próspero ambiente de negócios que o estado se tornou.

Esse cenário é identificado no mapa dos 72 clusters, presentes em 309 de 853 municípios, sediando 82 mil empresas, as quais geram 247 mil empregos diretos. 

Dessa forma, o presente capítulo explora o potencial econômico de cada uma das 12 mesorregiões mineiras que, dentre essas, encontra-se a fortalecida indústria siderúrgica – reconhecida como Vale do Aço; o Sul e Sudeste, em que se produzem os melhores e mais buscados cafés, bem como sedia o Vale da Eletrônica, um dos principais polos na indústria e educação técnica. O Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba também são destaques em pecuária e exportação de carne bovina, por exemplo.

As 12 mesorregiões de Minas Gerais

 

Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)

 

  1. Localização geográfica

 

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) está situada na porção central do Estado de Minas Gerais. Belo Horizonte, a capital mineira, é o núcleo dessa região, que se destaca por sua posição estratégica, servindo como um dos principais polos econômicos e logísticos do estado. A RMBH é cercada por importantes rodovias, como a BR-040, BR-381 e BR-262, que garantem a ligação com outras regiões do Brasil. Sua proximidade com o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado no município de Confins, fortalece ainda mais sua importância como centro de conexões nacionais e internacionais.

 

  1. Destaques econômicos

 

A economia da Região Metropolitana de Belo Horizonte é diversificada, abrangendo setores de grande relevância para o Estado e para o Brasil. Dentre os principais segmentos econômicos, destacam-se:

 

  • Indústria: a RMBH abriga importantes polos industriais, especialmente nos segmentos de siderurgia, metalurgia, mineração e automobilístico. Cidades como Betim e Contagem concentram grandes indústrias, incluindo a Fiat (Stellantis), a Vallourec e diversas empresas ligadas à cadeia automotiva e de bens de capital.
  • Comércio e Serviços: Belo Horizonte é um dos maiores centros comerciais do Brasil, com forte presença de shoppings, redes varejistas, bancos e empresas de tecnologia. O setor de Tecnologia da Informação (TI) tem ganhado destaque, com um ecossistema de startups em crescimento, impulsionado pelo San Pedro Valley.
  • Construção Civil e Mercado Imobiliário: o crescimento populacional e a urbanização têm impulsionado este setor, com investimentos em infraestrutura, empreendimentos comerciais e habitacionais.
  • Setor Extrativo Mineral: Minas Gerais tem na mineração uma de suas atividades mais tradicionais, e a RMBH não é exceção, sendo impactada por operações extrativas em municípios como Nova Lima e Brumadinho.
  • Agronegócio: apesar da predominância da economia urbana, algumas áreas da RMBH mantêm atividades agropecuárias, com destaque para a produção de hortifrutigranjeiros e laticínios em municípios periféricos.
  • Os clusters oficiais na região são de Avicultura e Suinocultura de Pará de Minas e região; Biotecnologia de Belo Horizonte; Bolsas e Calçados da RMBH; Cerveja Artesanal; Gemas e Joias; Móveis; Tecnologia da Informação e Comunicação de Belo Horizonte e Vestuário. Todos esses clusters somam 20 municípios e 55 mil empresas, gerando 91 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a RMBH abriga aproximadamente 2,4 milhões de empregos, sendo 22,2 mil inseridos na agricultura, 533 mil inseridos na indústria, 395 mil no comércio, 1,04 milhão inseridos no setor de serviços, assim como 798 mil se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) considera-se o montante de 72,4 mil estabelecimentos presentes, sendo 55,1% a taxa de novos negócios, em 2024.
  1. Municípios de maior destaque da região

A RMBH é composta por 34 municípios e tem uma população de aproximadamente 6 milhões de habitantes. Os municípios mais populosos da região são:

  • Belo Horizonte: com mais de 2,3 milhões de habitantes, é o centro econômico, político e cultural da RMBH e de Minas Gerais.
  • Contagem: com aproximadamente 680 mil habitantes, é um dos principais polos industriais do estado.
  • Betim: com população próxima de 450 mil habitantes, abriga a fábrica da Fiat e tem uma economia fortemente industrializada.
  • Ribeirão das Neves: com aproximadamente 350 mil habitantes, tem destaque para o setor logístico e o comércio local.
  • Santa Luzia: com mais de 220 mil habitantes, vem se destacando pelo crescimento populacional e pelo desenvolvimento de sua infraestrutura urbana.

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) é a principal região exportadora e importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 42,5% do total exportado por Minas Gerais em 2024, e participou de 40% do total importado.

O fluxo comercial da RMBH somou US$ 22,8 bilhões, em 2024, sendo US$ 16 bilhões relativos às exportações e US$ 6,8 bilhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 9,3 bilhões, em 2024.

Os principais destinos das exportações da RMBH, em 2024, foram a China (49,8%), os Estados Unidos (10%), a Argentina (5,6%), Barein (5,6%) e Omã (3,7%).

Na pauta exportadora da RMBH, os principais produtos de destaque, em 2024, foram minérios de ferro (65,3%), ferro fundido bruto e ferro spiegel (5,6%), tubos e perfis ocos (5,4%); veículos automóveis para o transporte de mercadorias (2,4%) e ouro (2,1%).

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Conceição do Mato Dentro (13,4%), Nova Lima (13%), São Gonçalo do Rio Abaixo (10%), Betim (8,2%) e Itabirito (7,9%).

Nas importações, as principais origens, em 2024, foram os Estados Unidos (18%), Argentina (17,7%), China (14,7%), Itália (8,5%) e Alemanha (6,4%).

Na pauta importadora da RMBH, os principais produtos de destaque, em 2024, foram automóveis de passageiros e outros veículos automóveis concebidos para o transporte de pessoas (14,5%); hulhas (5,7%); partes e acessórios de veículos automóveis (5,5%); veículos automóveis para transporte de mercadorias (5%) e partes destinadas à motores (2,7%).

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Betim (36,9%), Belo Horizonte (14,8%), Contagem (13%), Sete Lagoas (6,9%) e Ouro Branco (5,8%).

 

Região Sul / Sudoeste de Minas

 Localização geográfica

A Região Sul / Sudoeste de Minas Gerais está situada na porção meridional do estado, fazendo divisa com São Paulo e parte do Rio de Janeiro. É uma área estratégica devido à sua proximidade com grandes centros urbanos, tais como São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, facilitando o escoamento da produção e a integração econômica com outras regiões do País. O relevo é predominantemente montanhoso, característico da Serra da Mantiqueira e das serras do Sul de Minas, além de contar com importantes bacias hidrográficas, tais como a do Rio Grande e a do Rio Sapucaí.

Destaques econômicos

A economia da Região Sul / Sudoeste de Minas é bastante diversificada e tem forte presença nos seguintes setores:

  • Agronegócio: a região é uma das principais produtoras de café do Brasil, especialmente na área conhecida como Cerrado Mineiro e no Sul de Minas, com municípios tais como Três Pontas e Varginha se destacando na cafeicultura. Além disso, há a produção significativa de leite e derivados, como os queijos premiados internacionalmente.
  • Indústria: o setor industrial é representado pela presença de indústrias alimentícias, têxteis e de tecnologia, com polos em cidades como Pouso Alegre e Extrema, que abrigam grandes empresas multinacionais.
  • Comércio e Serviços: municípios tais como Poços de Caldas e Alfenas têm economias dinâmicas no setor de serviços, com destaque para o turismo e educação superior, já que a região abriga universidades reconhecidas.
  • Turismo: a região atrai visitantes pelo turismo de natureza e de águas termais, principalmente em cidades como São Lourenço, Caxambu e Poços de Caldas, conhecidas por suas estâncias hidrominerais.
  • São 20 clusters oficiais na região, as quais incluem os de Aço Inox de Lambari; Asas Rotativas e Defesa de Itajubá; Bolachas de Andradas; Cafeicultura do Sudoeste de Minas; Calçados de Guaxupé; Cervejas Vulcânicas de Poços de Caldas; Couro do Sul de Minas; Lingerie de Monte Belo; Eletroeletrônicos de Santa Rita do Sapucaí; Móveis de Passos; Quartzo de São Tomé das Letras; Tangerina Pokan de Campanha; Tecelagem de Campanha; Tecnologia da Informação e Comunicação de Itajubá; Têxtil de Guaranésia; Vestuário de Jacutinga; Vestuário de Paraguaçu; Vestuário de Juruaia; Vinho do Sul de Minas. Juntos, esses clusters formam 40 municípios, com 6,2 mil empresas e 29 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 657 mil de empregos, sendo 63,2 mil inseridos na agricultura; 180 mil inseridos na indústria; 138 mil no comércio, 203 mil inseridos no setor de serviços; assim como 73,7 mil, que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Sul / Sudoeste de Minas, considera-se o montante de 21,9 mil estabelecimentos presentes, sendo 56,5% a taxa de novos negócios, em 2024.
  1. Municípios de maior destaque da região

Dentre os municípios de maior destaque em termos de população, estão:

  • Poços de Caldas: com aproximadamente 163 mil habitantes, é um dos principais destinos turísticos do estado, conhecido por suas águas termais e economia diversificada.
  • Pouso Alegre: com aproximadamente 152 mil habitantes, destaca-se como um polo industrial e logístico estratégico devido à sua localização na BR-381.
  • Varginha: com aproximadamente 136 mil habitantes, é um dos maiores centros de exportação de café do Brasil, além de ter um setor comercial e industrial forte.
  • Passos: com aproximadamente 112 mil habitantes, tem economia voltada para o comércio, serviços e agropecuária, sendo referência na produção de leite.
  • Alfenas: com aproximadamente 79 mil habitantes, é um polo educacional e agropecuário, abrigando universidades renomadas e forte produção de leite.
  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

A Região Sul / Sudoeste é a terceira principal região exportadora e a segunda principal importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 16,8% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 31,4% do total importado.

O fluxo comercial dessa região somou US$ 11,7 bilhões, em 2024, sendo US$ 6,3 bilhões relativos às exportações e US$ 5,3 bilhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 1 bilhão, em 2024.

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram os Estados Unidos (18,4%), Alemanha (15,8%), Bélgica (9,8%), Itália (6,6%) e Japão (5,2%).

Na pauta exportadora da Região Sul / Sudoeste, os principais produtos de destaque, em 2024, foram café (87,4%); minérios de alumínio (1%); transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (0,8%); chocolate e outras preparações alimentícias contendo cacau (0,7%); e partes destinadas à motores (0,7%).

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Varginha (31,6%), Guaxupé (23,8%), Alfenas (10%), Poços de Caldas (4,8%) e Ouro Fino (4,7%).

 Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram a China (35,6%), Índia (6,6%), Alemanha (6%), Estados Unidos (5,2%) e Argentina (4,1%).

Na pauta importadora da Região Sul / Sudoeste, principais produtos de destaque, em 2024, foram produtos imunológicos / produtos farmacêuticos (5,8%); medicamentos (4,6%); cobre afinado e ligas de cobre, em formas brutas (2,8%); adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, azotados (2,7%) e calçado com sola exterior de borracha, plástico, couro natural ou reconstituído e parte superior de matérias têxteis (2,7%).

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Extrema (36,6%), Varginha (14,7%), Pouso Alegre (13,7%), Poços de Caldas (7,9%) e Itajubá (4,7%).

 

Região do Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba

 

  1. Localização geográfica

 

A Região do Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba está situada na porção Oeste do Estado de Minas Gerais, fazendo divisa com os estados de São Paulo e Goiás. Essa região é atravessada por importantes rodovias tais como a BR-050, BR-365 e BR-262, que facilitam o escoamento de produção e a conexão com outras partes do País. A região é banhada por rios importantes, como o Rio Paranaíba e o Rio Grande, que delimitam a divisa com outros estados e são fundamentais para a geração de energia e a agropecuária.

 

  1. Destaques econômicos

O Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba é uma das regiões mais dinâmicas economicamente de Minas Gerais, destacando-se especialmente nos seguintes setores:

  • Agropecuária: a região é um dos principais polos do agronegócio no Brasil, com forte produção de soja, milho e café. A pecuária leiteira e de corte também são altamente expressivas.
  • Indústria e Logística: a presença de indústrias de alimentos, farmacêuticas e de biotecnologia tem crescido nos últimos anos, impulsionadas pela infraestrutura rodoviária e ferroviária.
  • Energia: a região abriga diversas usinas hidrelétricas e tem se destacado na geração de energia renovável, especialmente com parques de energia solar e eólica.
  • Serviços e Tecnologia: centros urbanos, tais como Uberlândia, têm um setor de serviços bem desenvolvido, com forte presença do setor de tecnologia e educação superior.
  • São 6 clusters e oficiais na região, os quais incluem os de Cafeicultura do Cerrado Mineiro; Cerâmica do Triângulo; Metalmecânico de Oficinas de Patos de Minas; móveis de Uberaba; móveis de Uberlândia e Tecnologia de Informação e Comunicação. Juntos, esses clusters formam 38 municípios, com 2,8 mil empresas e 24 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 710 mil empregos, sendo 77 mil inseridos na agricultura, 141 mil inseridos na indústria, 253 mil no comércio, 203 mil inseridos no setor de serviços e 78,8 mil, que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba, considera-se o montante de 24,2 mil estabelecimentos presentes, sendo 57,3% a taxa de novos negócios, em 2024.
  1. Municípios de maior destaque da região

  • Uberlândia: com mais de 700 mil habitantes, é a segunda maior cidade de Minas Gerais e um dos principais polos econômicos do estado.
  • Uberaba: tem, aproximadamente, 340 mil habitantes, e é um dos maiores centros da pecuária e do agronegócio no Brasil.
  • Patos de Minas: com uma população aproximada de 150 mil habitantes, se destaca na produção de café e na indústria alimentícia.
  • Araguari: com aproximadamente 120 mil habitantes, tem forte participação no setor agropecuário e logístico devido à sua localização estratégica.

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A Região do Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba é a segunda principal região exportadora e a terceira principal importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 21,3% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 12,4% do total importado.

 

O fluxo comercial dessa região somou US$ 10,1 bilhões no último ano, sendo US$ 8 bilhões relativos às exportações e US$ 2,1 bilhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 5,9 bilhões, em 2024.

 

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram a China (35,8%), Estados Unidos (7,2%), Países Baixos (6,6%), Indonésia (4,3%) e Coreia do Sul (4%).

 

Na pauta exportadora do Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba, os principais produtos de destaque, em 2024, foram ferroligas (24,3%), açúcares (23,1%), soja (13,2%), café (10,3%) e carne bovina (8,5%).

 

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Araxá (28,5%), Araguari (10,4%), Uberlândia (9,6%), Patrocínio (6%) e Uberaba (5,8%).

 

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram a China (33%), Estados Unidos (9,8%), Rússia (8,1%), Índia (5,3%) e Paraguai (5,1%).

 

Na pauta importadora da Região Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba, os principais produtos de destaque, em 2024, foram adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, contendo dois ou três dos seguintes elementos fertilizantes: azoto (nitrogénio), fósforo e potássio (9,8%); adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, azotados (9,7%); compostos heterocíclicos, exclusivamente de heteroátomo(s) de azoto (8,2%); adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, potássicos (6,7%) e enxofre de qualquer espécie, exceto sublimado, precipitado ou coloidal (5,4%).

 

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Uberaba (70%), Uberlândia (11,6%), Araguari (8,1%), Araxá (5,2%) e Patos de Minas (1,3%).

 

Região da Zona da Mata

 

  1. Localização geográfica

 

A Zona da Mata é uma das mesorregiões do estado de Minas Gerais localizada na porção Leste do estado, fazendo divisa com os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A região é caracterizada por relevo montanhoso e clima tropical de altitude, sendo cortada por importantes rodovias, tais como a BR-040 e a BR-116, que facilitam o acesso a grandes centros urbanos, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

  1. Destaques econômicos

 

  • Agropecuária: produção de café, leite e pecuária de corte, com destaque para a bacia leiteira que abrange municípios como Viçosa e Muriaé.
  • Indústria: o setor industrial, que tem força em segmentos como têxtil (Ubá), alimentício, metalurgia e papel e celulose.
  • Serviços: nessa região, o município de Juiz de Fora se destaca como polo educacional e de serviços médicos, além de ser um centro comercial regional.
  • Turismo: algumas cidades da região têm potencial turístico, especialmente aquelas com patrimônio histórico e ligação com a Estrada Real.
  • São 15 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Audiovisual; Biotecnologia; Bovinocultura do Leite; Cerveja Artesanal de Juiz de Fora; Eletrometalmecânico de Cataguases; Embalagens e Reciclagem de Plástico; Fruticultura de Visconde do Rio Branco e região; Móveis de Ubá; Mudas Dona Euzébia; Piscicultura Ornamental; Queijo da Zona da Mata; Tecnologia da Informação e Comunicação de Viçosa; Vestuário de Juiz de Fora; Vestuário de Muriaé e Vestuário de São João Nepomuceno. Juntos, esses clusters formam 57 municípios com aproximadamente 6,9 mil empresas e 36 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 476 mil empregos, sendo 18,6 mil inseridos na agricultura, 118 mil inseridos na indústria, 102 mil no comércio, 173 mil inseridos no setor de serviços, assim como 65,3 mil que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Zona da Mata, considera-se o montante de 16,8 mil estabelecimentos presentes, sendo 52,8% a taxa de novos negócios, em 2024.

  1. Municípios de maior destaque da região

 

Os municípios mais populosos da Zona da Mata são:

  • Juiz de Fora: maior cidade da região, com mais de 500 mil habitantes, sendo um centro econômico, educacional e de serviços.
  • Ubá: importante polo moveleiro, com população aproximada de 120 mil habitantes.
  • Muriaé: cidade relevante no setor agropecuário e industrial, com população aproximada de 110 mil habitantes.
  • Viçosa: conhecida por abrigar a Universidade Federal de Viçosa (UFV), tem forte influência na área de pesquisa e desenvolvimento agrícola.

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

A Zona da Mata é a quinta principal região exportadora e a quarta principal importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 4,2% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 4,9% do total importado.

O fluxo comercial dessa região somou US$ 2,4 bilhões, em 2024, sendo US$ 1,6 bilhão relativos às exportações e US$ 835 milhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 759 milhões, em 2024.

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram Estados Unidos (24,7%), Alemanha (18,1%), Turquia (5,9%), Itália (4,3%) e Japão (4,3%).

Na pauta exportadora da Zona da Mata, os principais produtos de destaque, em 2024, foram café (83,6%); extratos, essências e concentrados de café, chá ou mate (3,4%); zinco, em formas brutas (3,1%); hidrogênio, gases raros e outros elementos não metálicos (2,8%); e carne suína (1%).

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Manhumirim (25,8%), Espera Feliz (20,6%), Manhuaçu (19,9%), Matipó (19,7%) e Juiz de Fora (6,1%).

 Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram México (17,9%), Estados Unidos (15%), China (15%), Peru (13,2%) e Rússia (10,5%).

Na pauta importadora da Zona da Mata, principais produtos de destaque, em 2024, foram veículos automóveis para o transporte de mercadorias (23,2%); minérios de zinco e seus concentrados (12,7%); polímeros de etileno (11,5%); adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, azotados (7,7%) e adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, contendo dois ou três dos seguintes elementos fertilizantes: azoto (nitrogénio), fósforo e potássio (4,4%).

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Juiz de Fora (65,2%), Martins Soares (8,9%), Manhuaçu (8,1%), Ubá (4,9%) e Visconde do Rio Branco (4,3%).

 

Região Noroeste

 

  1. Localização geográfica

 

A Região Noroeste de Minas Gerais está situada na porção Centro-Oeste do estado, fazendo divisa com os estados de Goiás e Bahia. Composta por municípios distribuídos em uma área extensa, a região é caracterizada por um relevo predominantemente de plano a suavemente ondulado, com presença do cerrado como bioma predominante. É atravessada por importantes rodovias, tais como a BR-040 e a BR-365, que facilitam a conexão com outras regiões do estado e do País. Além disso, a região está relativamente próxima ao Distrito Federal, o que influencia suas dinâmicas econômicas e de transporte.

 

  1. Destaques econômicos

 

  • A economia do Noroeste de Minas é marcada por um forte setor agropecuário, sendo a região uma das mais relevantes no estado para a produção de grãos, especialmente soja, milho e sorgo. Além disso, destaca-se a pecuária, com grande produção de carne bovina e leite, atendendo tanto ao mercado interno quanto à exportação. A presença de grandes propriedades rurais voltadas para a agricultura mecanizada é uma característica marcante.
  • Outro setor relevante é a mineração, com exploração de nióbio, fosfato e calcário em alguns municípios. A indústria também tem participação crescente, especialmente na agroindústria e na fabricação de produtos derivados da pecuária e da agricultura. O turismo rural e ecológico também vem ganhando espaço, impulsionado por reservas ambientais e belezas naturais da região.
  • São 4 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Apicultura, ligado ao Norte de Minas; Cafeicultura do Cerrado Mineiro; Fruticultura do Jaíba e Pequi de Montes Claros. Juntos, esses clusters formam 9 municípios com aproximadamente 1,7 mil empresas e 22 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 96,6 mil empregos, sendo 23,5 mil inseridos na agricultura, 18,5 mil inseridos na indústria, 18,3 mil no comércio, 22,8 mil inseridos no setor de serviços, assim como 13,5 mil se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Noroeste de Minas, considera-se o montante de 2,7 mil estabelecimentos presentes, sendo 59,8% a taxa de novos negócios, em 2024.

Municípios de maior destaque da região

 

Os municípios mais populosos da Região Noroeste de Minas incluem:

 

  • Paracatu: maior município da região em termos populacionais, é um dos principais polos econômicos, sendo referência na mineração de ouro e na agropecuária.
  • Unaí: importante centro agrícola do estado, destacando-se como um dos maiores produtores de grãos de Minas Gerais. A cidade tem uma economia forte baseada na agricultura e na pecuária.
  • João Pinheiro: com localização estratégica na BR-040, o município tem crescimento ligado à agropecuária e a setores de serviço e comércio.
  • Buritis: também se destaca na produção agropecuária e tem ganhado importância como centro regional de comércio e serviços.

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A Região Noroeste é a quarta principal região exportadora e a sétima principal importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 4,9% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 1,8% do total importado.

O fluxo comercial dessa região somou US$ 2,2 bilhões no último ano, sendo US$ 1,8 bilhão relativos às exportações e US$ 319 milhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 1,5 bilhão, em 2024.

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram Suíça (33,9%), Canadá (32,4%), China (20,9%), Rússia (3,2%) e Tailândia (1,2%).

Na pauta exportadora da Região Noroeste, os principais produtos de destaque, em 2024, foram ouro (66,3%); soja (25%); açúcares (7,2%); minérios de chumbo e seus concentrados (0,5%); e desperdícios e resíduos de metais preciosos ou de metais folheados (0,2%).

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Paracatu (73,4%), Unaí (18,8%), João Pinheiro (7,2%), Vazante (0,3%) e Brasilândia de Minas (0,1%).

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram China (89,7%), Estados Unidos (3,9%), Japão (1,9%), África do Sul (1,1%) e Suécia (0,6%).

Na pauta importadora da Região Noroeste, os principais produtos de destaque, em 2024, foram diodos, transistores e dispositivos semelhantes com semicondutores (84,5%); outras máquinas e aparelhos de terraplanagem, nivelamento, raspagem, escavação, compactação, extração ou perfuração (2,8%); pneumáticos novos, de borracha (2%); quadros, painéis, consolas, cabinas, armários e outros suportes das posições com dois ou mais aparelhos das posições 85.35 ou 85.36, para comando elétrico ou distribuição de energia elétrica (1,9%) e outras obras de ferro ou aço (1,4%).

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Arinos (60,3%), Paracatu (38,4%), Vazante (1%), Presidente Olegário (0,06%) e Brasilândia de Minas (0,05%).

 

Região Vale do Rio Doce

 

  1. Localização geográfica

 

A Região do Vale do Rio Doce está localizada na porção Leste do Estado de Minas Gerais, fazendo divisa com o Espírito Santo. A região recebe esse nome devido ao Rio Doce, um dos principais cursos d’água do estado, que atravessa seu território. O Vale do Rio Doce é caracterizado por um relevo diversificado, com áreas de planalto e vales fluviais, sendo um importante corredor de escoamento de produção industrial e mineral para os portos do sudeste brasileiro.

 

  1. Destaques econômicos

 

A economia do Vale do Rio Doce é fortemente influenciada pela indústria siderúrgica, mineração, agropecuária e setor de serviços. Dentre os principais setores econômicos, destacam-se:

  • Mineração: a região abriga importantes jazidas minerais, com ênfase na extração de ferro e outros minérios. A Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale S.A.) teve histórica presença na região, contribuindo significativamente para o desenvolvimento local.
  • Siderurgia: o setor metalúrgico e siderúrgico é um dos motores da economia regional, com grandes indústrias em municípios como Ipatinga, que abriga a Usiminas, uma das maiores siderúrgicas do Brasil.
  • Agropecuária: a produção agropecuária inclui café, leite e pecuária de corte e leiteira, contribuindo para a geração de emprego e renda na região.
  • Comércio e Serviços: com o crescimento populacional e urbano, o setor de comércio e serviços tem se expandido, especialmente nas cidades de maior porte.

 

  1. Municípios de maior destaque da região

Dentre os municípios da região, alguns se destacam pelo tamanho populacional e relevância econômica:

  • Governador Valadares: maior cidade do Vale do Rio Doce, com aproximadamente 280 mil habitantes, é um importante polo econômico e comercial, além de ser conhecido pela forte presença de emigrantes nos Estados Unidos.
  • Ipatinga: com aproximadamente 270 mil habitantes, é um dos principais centros industriais de Minas Gerais, devido à presença da Usiminas e de outras indústrias ligadas à cadeia metalúrgica.
  • Coronel Fabriciano: o município tem aproximadamente 110 mil habitantes e faz parte do colar metropolitano do Vale do Aço, destacando-se pela economia diversificada e infraestrutura de serviços.
  • Timóteo: com aproximadamente 90 mil habitantes, é sede da Aperam South America, uma importante produtora de aços inoxidáveis e especiais.
  • São 3 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Gemas e Joias Três Vales; Metalmecânico do Vale do Aço e Vestuário de São João do Manteninha. Juntos, esses clusters formam 15 municípios com 2.855 empresas e 14 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 96,6 mil empregos, sendo 23,5 mil inseridos na agricultura, 18,5 mil inseridos na indústria, 18,3 mil no comércio, 22,8 mil inseridos no setor de serviços e 13,5 mil, que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Vale do Rio Doce, considera-se o montante de 11 mil estabelecimentos presentes, sendo 54,4% a taxa de novos negócios, em 2024.

. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A Região Vale do Rio Doce é a sexta principal região exportadora e a quinta principal importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 3% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 4,5% do total importado.

O fluxo comercial dessa região somou US$ 1,8 bilhão no último ano, sendo US$ 1,1 bilhão relativos às exportações e US$ 762 milhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 364 milhões, em 2024.

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram Estados Unidos (26,2%), China (16,6%), Argentina (12,7%), Holanda (11,2%) e Itália (10,7%).

Na pauta exportadora da Região Vale do Rio Doce, os principais produtos de destaque, em 2024, foram pastas químicas de madeira (55,2%); café (17,7%); produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, folheados, chapeados ou revestidos (9,2%); produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, laminados a quente, não folheados ou chapeados ou revestidos (4%); e produtos laminados planos, de outras ligas de aço (3,7%).

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Belo Oriente (55,2%), Caratinga (17,7%), Ipatinga (17,2%), Timóteo (5,3%) e Governador Valadares (3%).

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram Colômbia (20,5%), Austrália (15%), Estados Unidos (13,5%), China (10,2%) e Indonésia (8%).

Na pauta importadora da região Vale do Rio Doce, os principais produtos de destaque, em 2024, foram coques e semicoques de hulha, de linhita ou de turfa, mesmo aglomerados, carvão de retorta (43,7%); hulhas, briquetes, bolas e combustíveis sólidos semelhantes (21,1%); produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado (5,4%); laminadores de metais e seus cilindros (4,9%) e ferroligas (4%).

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Ipatinga (79,3%), Timóteo (11,5%), Santa Rita de Minas (2,9%), Coronel Fabriciano (2,5%) e Governador Valadares (2,2%).

 

Região Norte de Minas

 

  1. Localização geográfica

A Região Norte de Minas Gerais está situada na porção setentrional do Estado, fazendo limite com os estados da Bahia (ao norte) e do Espírito Santo (a nordeste). Internamente, a região faz divisa com o Vale do Jequitinhonha, Região Central e Região Noroeste de Minas. É uma região marcada por características do semiárido brasileiro, com vegetação predominante de Cerrado e Caatinga, clima quente e seco, além de forte presença dos rios São Francisco, Verde Grande e Jequitaí, que são importantes para abastecimento, agricultura e desenvolvimento regional. A região faz parte do que é conhecido como o “Polígono das Secas”, o que influencia fortemente as dinâmicas econômicas e sociais locais.

 

  1. Destaques econômicos

A economia da Região Norte de Minas apresenta uma base produtiva diversificada, ainda que com desafios estruturais relacionados à escassez hídrica e à infraestrutura. Os principais setores econômicos são:

  • Agricultura e Pecuária: a pecuária de corte é uma das atividades mais importantes, com grande produção de gado bovino em áreas de pastagem nativa.
    • A caprinocultura e a ovinocultura também se destacam, adaptadas ao clima semiárido.
    • A agricultura é voltada para produtos resistentes à seca, tais como milho, feijão, mandioca e fruticultura irrigada (especialmente banana e limão, com destaque para áreas próximas ao Rio São Francisco).
    • A região também tem se destacado com o cultivo de eucalipto para produção de carvão vegetal e madeira.
  • Indústria: predomina a indústria extrativa e de transformação, com foco na produção de carvão vegetal e atividades ligadas à agroindústria.
    • Municípios como Montes Claros têm parques industriais em expansão, incluindo segmentos de alimentos, bebidas, vestuário, produtos farmacêuticos e minerais não metálicos.
  • Serviços e Comércio: o setor de serviços é expressivo nas cidades-polo como Montes Claros, que funciona como centro regional de saúde, educação superior, comércio e logística;
  • São 9 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Apicultura de Taiobeiras; Apicultura do Norte de Minas; Cachaça Artesanal de Salinas; Cafeicultura do Cerrado Mineiro; Cafeicultura do Semiárido; Fruticultura do Jaíba; Pequi de Montes Claros; Vestuário de Espinosa e Vestuário de Taiobeiras. Juntos, esses clusters formam 51 municípios com 1.537 empresas e 25 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 261 mil empregos, sendo 29,6 mil inseridos na agricultura, 47,9 mil inseridos na indústria, 53,5 mil no comércio, 79,7 mil inseridos no setor de serviços, e 50,3 mil, que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Norte de Minas, considera-se o montante de 8,5 mil estabelecimentos presentes, sendo 52,3% a taxa de novos negócios, em 2024.

 

  1. Municípios de maior destaque da região

 

Segundo dados do IBGE (últimos Censos e estimativas), os municípios mais populosos da Região Norte de Minas são:

  • Montes Claros: principal cidade da região, com população estimada em mais de 400 mil habitantes. É o maior polo urbano, industrial e de serviços da região, além de um importante centro universitário.
  • Janaúba: com aproximadamente 70 mil habitantes, destaca-se pela agropecuária e pela produção de frutas irrigadas.
  • Januária: localizada às margens do Rio São Francisco, tem aproximadamente 65 mil habitantes, e é conhecida por sua produção agrícola, especialmente em áreas irrigadas.
  • Pirapora: com população aproximada de 55 mil habitantes, é importante polo industrial e logístico com acesso ao rio São Francisco e à ferrovia.
  • Salinas: com aproximadamente 40 mil habitantes, é nacionalmente conhecida pela produção de cachaça artesanal e também por atividades agrícolas e de beneficiamento.

 

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

A Região Norte é a sétima principal região exportadora e a sexta principal importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 2,9% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 2,2% do total importado.

O fluxo comercial dessa região somou US$ 1,4 bilhão no último ano, sendo US$ 1,1 bilhão relativos às exportações e US$ 380 milhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 736 milhões, em 2024.

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram Estados Unidos (16,7%), Canadá (14,8%), China (11,9%), Alemanha (8%) e Dinamarca (7%).

Na pauta exportadora da Região Norte, os principais produtos de destaque, em 2024, foram hidrogênio, gases raros e outros elementos não metálicos (26,7%); medicamentos (17,7%); ferroligas (15,5%); ouro (12,4%); e soja (11,4%).

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Pirapora (34,5%), Montes Claros (21,6%), Riacho dos Machados (12,4%), Janaúba (9,7%) e Capitão Enéas (9%).

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram a China (51,4%), Dinamarca (17,2%), Alemanha (9,3%), Uruguai (3,1%) e Itália (2,9%).

Na pauta importadora da Região Norte, os principais produtos de destaque, em 2024, foram diodos, transistores e dispositivos semelhantes com semicondutores (42%); hormonas, prostaglandinas, tromboxanos e leucotrienos, naturais ou reproduzidos por síntese; seus derivados e análogos estruturais (15,6%); máquinas de lavar louça, máquinas e aparelhos para limpar ou secar garrafas ou outros recipientes, máquinas e aparelhos para encher, fechar, rolhar ou rotular garrafas, caixas, latas, sacos ou outros recipientes (3,7%); leite e nata (3,1%) e eletrodos de carvão, escovas de carvão, carvões para lâmpadas ou para pilhas e outros artigos de grafite ou de carvão (2,8%).

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Montes Claros (47,1%), Janaúba (36%), Jaíba (6%), Pirapora (4,1%) e Bocaiúva (3,5%).

 

Região Oeste de Minas

 

  1. Localização geográfica

A Região Oeste de Minas está situada na porção Centro-Oeste do Estado de Minas Gerais. Faz fronteira com as regiões Central, Sul e Triângulo Mineiro / Alto Paranaíba, além de estar relativamente próxima à capital, Belo Horizonte, o que favorece sua integração logística com o restante do estado. A região é composta por 54 municípios, com destaque para as microrregiões de Divinópolis, Formiga, Pará de Minas e Bom Despacho. Tem localização estratégica, próxima a importantes eixos rodoviários, como a BR-262, BR-494 e BR-381, o que a torna relevante para o escoamento da produção regional e para o comércio inter-regional.

 

  1. Destaques econômicos

A economia da Região Oeste de Minas é diversificada e marcada por forte presença da indústria, agropecuária e do comércio. Os principais destaques são:

  • Indústria: a região é uma das mais industrializadas de Minas Gerais, com ênfase nas áreas de metalurgia, vestuário, calçados, móveis, alimentícia e têxtil. O município de Divinópolis, por exemplo, é conhecido como polo da moda mineira, com forte presença da indústria do vestuário feminino.
  • Agropecuária: a produção agropecuária é muito representativa, com destaque para a pecuária leiteira e a avicultura. Municípios como Formiga, Lagoa da Prata e Arcos têm forte atuação nesse setor. A região também se destaca na produção de milho, soja, cana-de-açúcar e café.
  • Avicultura e agroindústria: municípios como Lagoa da Prata abrigam importantes unidades industriais ligadas à produção de frangos e ovos, além da transformação de produtos alimentícios, tais como indústrias de laticínios e rações.
  • Serviços e comércio: centros urbanos como Divinópolis, Pará de Minas e Bom Despacho atuam como polos regionais de serviços de Saúde, Educação, comércio varejista e atacadista.
  • São 11 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Avicultura e Suinocultura de Pará de Minas; Cachaça de Córrego Fundo; Cafeicultura do Campo das Vertentes; Cafeicultura do Cerrado Mineiro; Calçados de Nova Serrana; Cerâmica de Igaratinga; Confecção e Facção de Lagoa da Prata; Fogos de Artifício de Santo Antônio do Monte; Fundição de Cláudio; Divinópolis e Itaúna; Móveis de Carmo do Cajuru e Vestuário de Divinópolis. Juntos, esses clusters formam 36 municípios com 11 mil empresas e 67 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 280 mil empregos, sendo 18,1 mil inseridos na agricultura, 99,9 mil inseridos na indústria, 56,6 mil no comércio, 78,9 mil inseridos no setor de serviços e 27 mil, que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Oeste de Minas, considera-se o montante de 10 mil estabelecimentos presentes, sendo 57,7% a taxa de novos negócios, em 2024.

Municípios de maior destaque da região

 

A Região Oeste de Minas é composta por municípios com forte densidade demográfica e influência regional. A seguir, apresentamos os municípios mais populosos da região, segundo estimativas do IBGE para 2023, com uma breve caracterização de cada um:

  • Divinópolis: com aproximadamente 240 mil habitantes, é o município mais populoso da região e um dos maiores centros urbanos do interior de Minas Gerais. Tem forte vocação industrial, com destaque para o setor de confecções, além de ser um polo regional de comércio, Saúde e Educação.
  • Pará de Minas: com aproximadamente 100 mil habitantes, se destaca pela economia baseada na indústria, avicultura e comércio. É sede de importantes empresas alimentícias e tem uma infraestrutura urbana em crescimento, atraindo investimentos e moradores da região.
  • Formiga: com aproximadamente 68 mil habitantes, o município é conhecido por sua atuação nos setores de Educação, Saúde e Agropecuária e pela presença de instituições de ensino superior, além de uma indústria diversificada.
  • Lagoa da Prata: com aproximadamente 54 mil habitantes, o município tem sua economia centrada na produção de alimentos, especialmente no segmento de frangos e laticínios, além da presença de grandes indústrias do setor alimentício e químico.

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A Região Oeste é a oitava principal região exportadora e importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 1,3% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 1,4% do total importado.

 

O fluxo comercial dessa região somou US$ 734 milhões no último ano, sendo US$ 486 milhões relativos às exportações e US$ 247 milhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 238 milhões, em 2024.

 

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram Estados Unidos (44,5%), Reino Unido (13,8%), Argentina (5,7%), Singapura (2,3%) e México (2,3%).

 

Na pauta exportadora da Região Oeste, os principais produtos de destaque, em 2024, foram ferro fundido bruto e ferro spiegel (39%); café (12,1%); ouro (11,7%); carne e miudezas comestíveis, das aves da posição 0105 (5,3%); e grafite natural (3%).

 

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Itaúna (27,6%), Divinópolis (25,1%), Conceição do Pará (12,9%), Santo Antônio do Amparo (7%) e São Sebastião do Oeste (5,5%).

 

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram a China (20,3%), Alemanha (19,5%), Rússia (14%), Estados Unidos (10,2%) e Paraguai (10,1%).

 

Na pauta importadora da Região Oeste, os principais produtos de destaque, em 2024, foram máquinas e aparelhos para selecionar, peneirar, separar, lavar, esmagar, moer, misturar ou amassar terras, pedras, minérios ou outras substâncias minerais sólidas (16,9%); arroz (11%); coque de petróleo, betume de petróleo e outros resíduos (9,4%); adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, contendo dois ou três dos seguintes elementos fertilizantes: azoto (nitrogénio), fósforo e potássio (6,9%) e adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, azotados (5,3%).

 

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Divinópolis (25,1%), Arcos (24,7%), Iguatama (14,7%), Itaúna (8,6%) e Nova Serrana (8,3%).

 

Região Campo das Vertentes

 

  1. Localização geográfica

 

A Região do Campo das Vertentes está situada na Região Centro-Sul do Estado de Minas Gerais. Ela faz parte do grupo de regiões intermediárias estabelecidas pelo IBGE e é conhecida por sua posição estratégica entre os eixos das regiões Central, Zona da Mata, Sul de Minas e Oeste de Minas. Essa localização contribui para o desenvolvimento logístico e para o escoamento da produção regional, especialmente por estar próxima a importantes rodovias, tais como a BR-265, BR-383 e BR-494.

 

  1. Destaques econômicos

 

A economia da região do Campo das Vertentes é diversificada, com destaque para os seguintes setores:

  • Agropecuária: é uma das principais bases econômicas da região.
    • Destaca-se na produção de leite, café, milho, feijão, soja e na criação de gado de corte e leiteiro.
    • A bacia leiteira é especialmente forte em municípios como Lavras e São João del-Rei.
  • Indústria: há presença de indústrias ligadas à agroindústria, alimentícia, têxtil, metalurgia leve, móveis e construção civil.
    • Lavras é um dos polos industriais da região, com destaque para empresas de alimentos, bebidas e fertilizantes.
  • Educação e pesquisa: a região abriga importantes instituições de ensino superior, como a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA), o que impulsiona a economia do conhecimento e inovação tecnológica, especialmente no setor agropecuário.
  • Turismo: também tem papel relevante, especialmente o turismo histórico e religioso, com destaque para cidades como Tiradentes, São João del-Rei e Resende Costa.
    • A presença de igrejas coloniais, estações ferroviárias e manifestações culturais atrai visitantes de todo o Brasil.
  • São 3 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Biscoito de São Tiago; Cafeicultura de Campo das Vertentes e de Quartzito de São Tomé das Letras. Juntos, esses clusters formam 6 municípios com 200 empresas e aproximadamente 4 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 130 mil empregos, sendo 9,2 mil inseridos na agricultura, 29,9 mil inseridos na indústria, 28,6 mil no comércio, 43,6 mil inseridos no setor de serviços e 18,9 mil que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na região Campo das Vertentes, considera-se o montante de 5,4 mil estabelecimentos presentes, sendo 53,3% a taxa de novos negócios, em 2024.

Municípios de maior destaque da região

 

A região do Campo das Vertentes tem uma densidade populacional moderada e é composta, em sua maioria, por municípios de pequeno e médio porte. No entanto, algumas cidades se destacam tanto pelo número de habitantes quanto por sua relevância econômica, institucional e histórica:

  • Lavras: com aproximadamente 104 mil habitantes, é o município mais populoso da região e um importante polo educacional, científico e agroindustrial. Sedia a Universidade Federal de Lavras (UFLA), referência nacional em ciências agrárias, o que impulsiona a inovação tecnológica no setor agrícola. Tem também forte presença nos setores de serviços e indústria.
  • São João del-Rei: com aproximadamente 90 mil habitantes, o destaque desse município é o centro histórico e turístico de destaque em Minas Gerais, com grande importância cultural e arquitetônica. Abriga a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e atrai investimentos nos setores de turismo, educação, comércio e serviços públicos.
  • Barroso: com aproximadamente 20 mil habitantes, é um município industrializado, com forte presença da indústria de cimento e derivados da construção civil. Também tem atividades relevantes na agropecuária.
  • Tiradentes: apesar de ter população pequena, com aproximadamente 8 mil habitantes, é uma das cidades mais conhecidas da região e do estado devido ao turismo histórico, cultural e gastronômico. Recebe anualmente festivais renomados que movimentam a economia local, como o Festival de Gastronomia de Tiradentes.

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A região Campo das Vertentes é a décima principal região exportadora e a nona principal importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 0,9% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 0,6% do total importado.

 

O fluxo comercial dessa região somou US$ 436 milhões no último ano, sendo US$ 329 milhões relativos às exportações e US$ 106 milhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 222 milhões, em 2024.

 

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram China (29,9%), México (10%), Estados Unidos (6,4%), Alemanha (5,3%) e Noruega (4,9%).

 

Na pauta exportadora da região Campo das Vertentes, os principais produtos de destaque, em 2024, foram carne e miudezas comestíveis, das aves da posição 0105 (21,1%); matérias minerais não especificadas nem compreendidas em outras posições (20,2%); ferroligas (17,1%); carbonetos de constituição química definida ou não (14%); e minérios de nióbio, tântalo, vanádio ou de zircônio e seus concentrados (7,6%).

 

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Barbacena (38,8%), Nazareno (27,8%), São João Del Rei (26,2%), Lavras (4,9%) e Dores de Campos (1,1%).

 

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram China (23%), México (17,4%), Estados Unidos (12,3%), Peru (8,2%) e Colômbia (7,3%).

 

Na pauta importadora da região Campo das Vertentes, os principais produtos de destaque, em 2024, foram zinco, em formas brutas (15,3%); coque de petróleo, betume de petróleo e outros resíduos (10,9%); óxido de zinco, peróxido de zinco (8,4%); partes e acessórios de veículos automóveis (7,7%) e coques e semicoques de hulha, de linhita ou de turfa, mesmo aglomerados, carvão de retorta (7,2%).

 

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Carandaí (25%), Lavras (21,5%), São João Del Rei (18,2%), Barbacena (12,6%) e Barroso (9,2%).

 

Região Jequitinhonha

 

  1. Localização geográfica

 

A Região do Jequitinhonha está situada no Nordeste do estado de Minas Gerais, fazendo fronteira com os estados da Bahia e do Espírito Santo. Ela é tradicionalmente associada ao Vale do Jequitinhonha, cortada pelo rio de mesmo nome, que nasce na Serra do Espinhaço. A região abrange uma área extensa e é considerada uma das mais isoladas e historicamente vulneráveis socioeconomicamente de Minas Gerais. É composta por municípios pertencentes às mesorregiões do Jequitinhonha, Norte de Minas e parte do Vale do Mucuri.

 

  1. Destaques econômicos

 

A economia da Região do Jequitinhonha é marcada por características próprias, muitas vezes, ligadas à agricultura de subsistência e à economia informal. No entanto, alguns setores se destacam:

  • Artesanato e Cultura: a região é nacionalmente reconhecida pelo artesanato em cerâmica, especialmente o produzido por mulheres, como as famosas bonecas de Minas Novas, Turmalina e Caraí. Essa produção é símbolo da cultura local e tem apelo no mercado nacional e internacional.
  • Agropecuária: a agricultura familiar e a pecuária extensiva são importantes, com destaque para a produção de leite, cana-de-açúcar, feijão, milho e mandioca.
  • Mineração: a região é rica em minerais, especialmente gemas e pedras preciosas, tais como turmalinas, quartzos, esmeraldas e diamantes. Municípios como Teófilo Otoni são polos de comercialização de pedras preciosas.
  • Silvicultura e Eucalipto: em municípios como Nanuque e Carlos Chagas (próximos da região), há presença da indústria de papel e celulose, com cultivo de eucalipto.
  • Turismo: ainda em fase de desenvolvimento, o turismo cultural e de base comunitária é uma aposta crescente, com potencial em cidades históricas e rotas culturais.
  • São 4 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Apicultura; Eucalipto da Chapada de Minas; Gemas e Joias de Três Vales e Móveis de Turmalina. Juntos, esses clusters formam 16 municípios, com 878 empresas e 4.056 empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 78,9 mil empregos, sendo aproximadamente 7,9 mil inseridos na agricultura, 10,7 mil inseridos na indústria, 15,6 mil no comércio, 30,4 mil inseridos no setor de serviços e 14,3 mil que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na Região Vale do Jequitinhonha, considera-se o montante de 2,9 mil estabelecimentos presentes, sendo 53,4% a taxa de novos negócios, em 2024.

 

  1. Municípios de maior destaque da região

 

Apesar de ser uma região com baixo índice de urbanização e densidade demográfica, alguns municípios se destacam em termos de população:

 

  • Teófilo Otoni: principal cidade da região, com mais de 140 mil habitantes, é um importante centro comercial e de serviços, especialmente no setor de pedras preciosas.
  • Almenara: com aproximadamente 40 mil habitantes, é uma das principais cidades da parte baixa do Vale do Jequitinhonha, com atuação nos setores de comércio, serviços e agropecuária.
  • Araçuaí: com população próxima de 35 mil habitantes, é considerada um polo regional e tem relevância cultural, histórica e econômica, especialmente na agricultura e artesanato.
  • Diamantina: embora esteja mais associada à Região Central, é historicamente e culturalmente ligada ao Alto Jequitinhonha, com aproximadamente 45 mil habitantes. Tem destaque no turismo histórico e na Educação (sede do campus da UFVJM).
  • Capelinha: com aproximadamente 40 mil habitantes, é um dos centros urbanos mais importantes do Alto Jequitinhonha, com forte atuação na agropecuária e no comércio regional.

 

  1. Participação da Região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A Região do Jequitinhonha é a décima primeira região exportadora e importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 0,62% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 0,02% do total importado.

 

O fluxo comercial dessa região somou US$ 238 milhões no último ano, sendo US$ 235 milhões relativos às exportações e US$ 2,8 milhões referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 232 milhões, em 2024.

 

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram China (96,4%), Polônia (0,85%), Estados Unidos (0,83%), Itália (0,35%) e Alemanha (0,34%).

 

Na pauta exportadora da Região Jequitinhonha, os principais produtos de destaque, em 2024, foram matérias minerais não especificadas nem compreendidas em outras posições (93%); grafite natural (2,2%); hidrazina e hidroxilamina e seus sais inorgânicos (1,9%); quartzo (1%); e granito, pórfiro, basalto, arenito e outras pedras de cantaria ou de construção (0,8%).

 

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Itinga (71,4%), Araçuaí (24%), Diamantina (1,6%), Pedra Azul (1,3%) e Salto da Divisa (0,9%).

 

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram China (25,1%), África do Sul (21,4%), Canadá (21,1%), Estados Unidos (10,6%) e Alemanha (8,2%).

 

Na pauta importadora da Região Jequitinhonha, os principais produtos de destaque, em 2024, foram ferroligas (29%); mós e artefatos semelhantes, sem armação (21,9%); máquinas e aparelhos para selecionar, peneirar, separar, lavar, esmagar, moer, misturar ou amassar terras, pedras, minérios ou outras substâncias minerais sólidas (11,8%); outras obras de borracha vulcanizada não endurecida (9,4%) e máquinas e aparelhos auxiliares para as máquinas das posições 8.444, 8.445, 8.446 ou 8.447 (8,3%).

 

Os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Itinga (67,4%), Gouveia (15%), Medina (6,6%), Araçuaí (4,5%) e Diamantina (4,2%).

 

Região Vale do Mucuri

 

  1. Localização geográfica

 

A Região do Vale do Mucuri está localizada na porção Nordeste de Minas Gerais, fazendo fronteira com o estado da Bahia. É uma das regiões que compõem o chamado Vale do Jequitinhonha e Mucuri, caracterizada por relevo acidentado, solo pobre e baixa pluviosidade, em algumas áreas, o que impacta diretamente sua vocação produtiva. A região é cortada pelo Rio Mucuri, que dá nome ao vale, e está inserida na mesorregião do Vale do Mucuri, que integra parte da região intermediária de Teófilo Otoni, segundo a divisão do IBGE. A cidade de Teófilo Otoni funciona como principal polo urbano e econômico da região.

 

  1. Destaques econômicos

 

A economia do Vale do Mucuri é marcada por características de diversidade produtiva com desafios estruturais, sendo influenciada por fatores históricos, geográficos e sociais. Os principais setores econômicos predominantes incluem:

  • Agricultura: produção de café, mandioca, milho, feijão e frutas diversas, em especial em áreas com maior fertilidade.
  • Pecuária: criação de bovinos para corte e leite, além de suínos e aves.
  • Extração mineral e rochas ornamentais: a região, especialmente no entorno de Teófilo Otoni, é conhecida pela exploração e comercialização de pedras preciosas e semipreciosas, como turmalinas e topázios, com destaque internacional.
    • Pequenas mineradoras e garimpos fazem parte do cenário econômico local.
  • Comércio e Serviços: o setor de comércio é dinâmico em cidades-polo como Teófilo Otoni, que se destaca como entreposto comercial regional, com uma tradicional Feira Internacional de Pedras Preciosas.
  • Indústria de transformação: presença de pequenas e médias indústrias, principalmente nos ramos de beneficiamento de pedras, alimentos e confecção de roupas e calçados.
  • A região conta com um arranjo produtivo local e oficial, que é o de Gemas e Joias de Três Vales, representando os municípios de Teófilo Otoni e Franciscópolis, com 851 empresas e 715 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 54,9 mil empregos, sendo aproximadamente 4,8 mil inseridos na agricultura, 8 mil inseridos na indústria, 12,5 mil no comércio, 19,6 mil inseridos no setor de serviços e aproximadamente 10 mil, que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na região Vale do Mucuri, considera-se o montante de 1,8 mil estabelecimentos presentes, sendo 52,9% a taxa de novos negócios, em 2024.

 

Municípios de maior destaque da região

 

  • Teófilo Otoni: é o maior município da região, com aproximadamente 140 mil habitantes. Além de centro populacional, é também o mais importante economicamente, funcionando como polo regional de comércio, Educação e Saúde.
  • Nanuque: com aproximadamente 40 mil habitantes, é um importante polo urbano localizado mais ao norte da região, próximo à divisa com a Bahia. A cidade também se destaca pela atividade agrícola e pecuária.
  • Águas Formosas: conta com aproximadamente 20 mil habitantes e se destaca por sua importância agrícola e pela localização estratégica na microrregião.

 

  1. Participação da Região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A Região Vale do Mucuri é a décima segunda região exportadora e importadora de Minas Gerais. Nas exportações do estado, a região participou de 0,48% do total exportado por Minas Gerais, em 2024, e participou de 0,004% do total importado.

 

O fluxo comercial dessa região somou US$ 182 milhões no último ano, sendo US$ 181 milhões relativos às exportações e US$ 743 mil referentes às importações. A balança comercial fechou com superávit de US$ 180 milhões, em 2024.

 

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram China (52,6%), Hong Kong (8,9%), Estados Unidos (8,2%), Rússia (8,1%) e Egito (3,6%).

 

Na pauta exportadora da Região Vale do Mucuri, os principais produtos de destaque, em 2024, foram carne bovina congelada (74,2%); pedras preciosas (exceto diamantes) ou semipreciosas (17,7%); carne bovina fresca ou refrigerada (5,3%); Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina, caprina, cavalar, asinina e muar (1,2%); e tripas (0,9%).

 

Os principais municípios exportadores dessa região, em 2024, foram Nanuque (64%), Teófilo Otoni (18%), Carlos Chagas (17,9%), Franciscópolis (0,06%) e Poté (0,002%).

 

Nas importações dessa região, as principais origens, em 2024, foram a China (49,6%), Itália (43,5%), Coreia do Sul (3,2%), Hong Kong (1,5%) e Moçambique (1,1%).

 

Na pauta importadora da Região Vale do Mucuri, os principais produtos de destaque, em 2024, foram aparelhos de raios X (44,4%); parafusos (22,9%); partes e acessórios dos veículos automóveis das posições de 8.701 a 8.705 (9,8%); barras e perfis, de alumínio (7,9%) e outras obras de plástico e obras de outras matérias das posições de 3.901 a 3.914 (7,1%).

 

O único município importador dessa região, em 2024, foi Teófilo Otoni (100%).

 

Região Central Mineira

 

  1. Localização geográfica

 

A região central mineira é mais uma das doze mesorregiões do estado de Minas Gerais, a qual faz divisa com a região Noroeste de Minas, com a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), com o Vale do Rio Doce, o Campo das Vertentes e também a Região Oeste de Minas, clarificando o motivo pelo qual tem tal denominação.

 

No que concerne ao relevo, que é variado, a região central mineira está situada entre o Planalto Central Brasileiro e a Serra do Espinhaço, incluindo áreas de cerrado e matas secas. Além da vegetação, o Rio São Francisco, bem como afluentes do Rio Pará, corta a localidade.

 

A infraestrutura logística da região, em especial, a rodoviária, apresenta-se como essencial via para todo o estado de Minas Gerais: a BR-040, que liga a capital mineira a Brasília e a BR-135, que inicia no Norte do País e termina em Belo Horizonte.

 

  1. Destaques Econômicos

 

A Região Central mineira tem economia diversificada e os municípios são complementares, contribuindo cada um com suas particularidades. Isso pode ser exemplificado desde a indústria e logística de Sete Lagoas e Curvelo, até o agronegócio de Bom Despacho e Pompéu, incluindo a mineração em Pitangui e pela tradição da queijeira de Abaeté. Dessa forma, a região se consolida como um importante eixo produtivo de Minas Gerais, além da RMBH e Sul de Minas, na qual encontra-se infraestrutura, recursos naturais e minerais, inclusive, empresas de grande relevância:

  • Agropecuário: identifica-se o cultivo de café, milho, feijão, soja, cana-de-açúcar e fruticultura, em especial, banana e citrus. A cultura de produção leiteira é consolidada, com a presença de cooperativas e indústrias de laticínios, bem como a criação de gado de corte, suínos e aves.
  • Indústria: a mineração está presente na região, mesmo que de forma menos proeminente que as demais, com exploração de minério de ferro, manganês e calcário. Além da mineração, encontra-se indústrias de laticínios, alimentos e bebidas, metalurgia e siderurgia, incluindo têxtil e confecções.
  • Comércio: alto índice de comércios nos municípios de Itaúna e Formiga, com varejo e atacado.
  • Serviços: em Educação e Saúde, principalmente, por sediar hospitais regionais e especialidade, bem como instituições de ensino superior federais, tais como Universidades e Instituto Federais de Minas Gerais. No que concerne ao turismo, verifica-se aumento do turismo religioso em Itaúna, que já apresenta tradição nesse tema e no ecoturismo, tais como as visitas ao Lago de Furnas e a serras presentes na região.

 

  1. Principais municípios

 

  • Curvelo: com 80.665 habitantes (2022), tem economia baseada em logística, com empresas como Rumo Logística (ferrovias) e Cargill (processamento de grãos), além do agronegócio (na pecuária de corte e na produção de algodão), com forte participação da Cooperativa Agropecuária de Curvelo (Coacuri). O escoamento de commodities agrícolas ocorre via BR-135 e BR-259 e via malha ferroviária.
  • Bom Despacho: é considerado o polo industrial e comercial, com fortalecida atuação no setor têxtil e no agronegócio. Encontra-se empresas como a Ducoco (óleos vegetais e biodiesel), Jussara (laticínios) e Santana (confecções) impulsionam a economia local, que conta com 51.737 (2022) habitantes no município.
  • Pitangui: economia alicerçada na mineração de ouro e calcário e na pecuária leiteira. É importante mencionar que, por ser um dos municípios mais antigos do estado, o patrimônio histórico tem atraído o turismo cultural, incluindo mais uma atividade econômica no crescimento do município, que tem 26.685 habitantes (2022).
  • Pompeu: o município tem 31.047 habitantes (2022), e a agropecuária é a principal atividade agropecuária do município, considerando a pecuária de corte e leiteira.
  • Abaeté é reconhecido pela agropecuária, com destaque para produção de leite e, consequentemente, de queijos. Identifica-se a grande participação de pequenas indústrias e comércio local para a economia da cidade, que tem 22.675 habitantes (2022).
  • São 5 clusters oficiais na região, os quais incluem os de Calçados de Nova Serrana; Confecção e Facção de Lagoa da Prata; Fogos de Artifício de Santo Antônio do Monte; Móveis do Carmo do Cajuru e Vestuário de Divinópolis. Juntos, esses clusters formam 6 municípios, com 9,3 mil empresas e 36 mil empregos diretos.[1]

[1] É relevante mencionar que o número de empresas e o número de empregos são resultados do cluster regional daquela determinada atividade econômica. Ou seja, são distribuídos entre os municípios mencionados.

  • Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgadas pelo Ministério do Trabalho e emprego (2022), a região abriga 98,5 mil empregos, sendo aproximadamente 14,5 mil inseridos na agricultura, 22,7 mil inseridos na indústria, 20,5 mil no comércio, 26,5 mil inseridos no setor de serviços e aproximadamente 14,3 mil, que se dedicam à administração pública.
  • Ademais, na região central mineira considera-se o montante de 3,5 mil estabelecimentos presentes, sendo 54,2% a taxa de novos negócios, em 2024.

 

  1. Participação da região no Comércio Exterior de Minas Gerais

 

A região central mineira foi responsável por exportar o montante de US$ 406 milhões, equivalente a 1% das exportações totais do estado, assim como importou o montante de US$ 96 milhões, representando 0,6% do valor total importado por Minas Gerais, em 2024. O cenário apresenta possibilidades de fomento à cultura exportadora e inserção de novas empresas no Comércio Internacional.

 

O fluxo comercial da região central mineira somou US$ 502,3 milhões, em 2024. Já a balança comercial fechou com superávit de US$ 310,1 milhões, em 2024.

 

Os principais destinos das exportações dessa região, em 2024, foram Estados Unidos (23,6%), África do Sul (21,6%), Argentina (18,5%), Singapura (6,7%) e Reino Unido (5,5%).

 

Na pauta exportadora da região central mineira, os principais produtos de destaque, em 2024, foram zinco, em formas brutas (63,6%), açúcares (20,1%), ferro fundido bruto e ferro spiegel (8,4%), quartzo e quartzites (1,6%) e ardósia (1,2%). Ao passo que, dentre os municípios exportadores na região, destacam-se Três Marias (64,2%), Lagoa da Prata (22,2%), Curvelo (9,6%), Corinto (1%) e Inimutaba (1%).

 

Nas importações dessa região, as principais origens para a central mineira, em 2024, foram Peru (51,9%), Coreia do Sul (16,1%), China (12,5%) e Índia (8,7%).

 

Na pauta importadora da central mineira, em 2024, os principais produtos de destaque foram minérios de zinco e seus concentrados (51,9%), sangue humano e de animais (12,6%), antibióticos (6%), compostos de função animal (5%), reagentes de diagnóstico ou de laboratório (2,9%). Ao passo que os principais municípios importadores dessa região, em 2024, foram Três Marias (53,4%), Lagoa da Prata (25,5%), Corinto (19,4%) e Curvelo (0,4%).

 

Da diversidade à complementaridade: o legado e o futuro

 

O estado é muito mais que Minas, da tradição e exploração minerária, é das diversas Gerais, que demonstra como cada mesorregião está interconectada por meio da diversificação produtiva, com polos agroindustriais, sim, mas, principalmente, com serviços e tecnologia em expansão, sem contar o potencial em termos de capital humano. Além das benesses econômicas de ser o “coração e a síntese do Brasil”, os desafios futuros estão em equilibrar o desenvolvimento das mesorregiões, investir em infraestrutura, inserir mais tecnologia e inovação nas cadeias de suprimentos e implementar ainda mais possibilidades na economia verde, visto que Minas Gerais é um destaque em iniciativas em redução de gases de efeito estufa, descarbonização de setores produtivos e transição energética justa, frente à demais regiões ao redor do mundo.

Reconhecer e entender essas vocações é essencial para tornar Minas Gerais cada vez mais competitiva no cenário global, visto que o futuro, bem como a projeção internacional do estado, é construído em meio à pluralidade, seja econômica, social, histórica, cultural ou turística.

 

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